Política

Secretária-geral da OMA defende punição exemplar de agressores

Edna Dala

Jornalista

A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Joana Tomás, defendeu, sábado (4), em Luanda, maior celeridade processual e punição exemplar dos agressores das vítimas de violência doméstica a todos os níveis.

05/12/2021  Última atualização 08H16
Secretária-geral da OMA, Joana Tomás, presidiu o acto de massas © Fotografia por: Cedida
Joana Tomás, que falava à imprensa, depois do acto de massas de apresentação de cinco mil e 453 novas militantes, que ingressaram nas fileiras da organização feminina do MPLA, fez, igualmente, referência que os julgamentos sobre os casos de violência doméstica no país têm sido lentos.

"Os instrumentos estão aí e queremos que sejam utilizados, porque Angola tem a melhor Lei contra à violência doméstica, precisamos  que a sua aplicabilidade surta efeitos positivos para as comunidades", lembrou.

Durante o acto que teve lugar no Pavilhão Multiusos Arena do Kilamba, a secretária-geral da OMA realçou, que a Organização que dirige tem assistido muitos casos de violência doméstica, não apenas praticados por homens contra as mulheres, mas também de mulheres contra homens, de pais contra filhos, entre outros.

Confrontada sobre o VIII Congresso Ordinário do MPLA, que acontece de 9 a 11 de Dezembro deste ano, com destaque para o pleito eleitoral, Joana Tomás garantiu que o voto da mulher é fiel e nisto, a OMA está a mobilizar mais militantes para fortalecer as estruturas de base do partido.

"Somos o motor mobilizador que garante as vitórias do nosso partido. No MPLA todos  trabalham,  mas as mulheres estão em maioria, não só nas estruturas de base, mas em todo o país. Por isso, temos trabalhado para o maior número de ingresso de mulheres".

As nossas fileiras, disse, estão cada vez mais fortes, firmes e estamos a preparar-nos muito bem para entrar em 2022 e garantir a vitória do MPLA e do nosso líder, salientando, ainda, que o aumento do número de militantes registados neste acto, em saudação ao VIII Congresso do MPLA, é só uma amostra da capacidade de mobilização da sua organização política.

Para Joana Tomás, os problemas sociais não beliscam essa pretensão, porque a OMA e o MPLA, em particular, têm um líder que fala e faz. A título de exemplo apontou a inauguração do novo hospital Cardeal D. Alexandre do Nascimento, bem como as obras do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), que estão a ser inauguradas em todo o país, para atender as necessidades das populações.

No seu discurso de apresentação das novas militantes, Joana Tomás apontou o VIII Congresso do partido no poder, como um momento de celebração para a OMA, na medida em que as mulheres estarão em paridade na disputa, bem como poderão discutir e aprovar documentos importantes, que regerão a vida interna do partido nos próximos cinco anos.

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