Economia

Schneider Electric projecta operar em Angola em 2022

Hélder Jeremias

Jornalista

Angola figura numa lista de países da África Subsaariana em que a multinacional francesa Schneider Electric, especializada na produção de energia eléctrica, projecta instalar-se a partir de 2022, com vista a desenvolver projectos de impacto na cobertura da procura crescente, resultante do ritmo acelerado da urbanização e industrialização.

09/09/2021  Última atualização 08H30
© Fotografia por: DR
A informação foi avançada pelo vice- presidente de Estratégia para a África e Médio Oriente, Amel Chadli, citado, terça-feira, pela revista "Jeune Afrique”, tendo sublinhado o "grande interesse” da empresa diante da tendência da progressiva urbanização e crescente necessidade de  gestão eficaz dos recursos energéticos, levando a compannhia a decidir pela expansão a Angola, bem como à República Democrática do Congo, Moçambique e Senegal.
A multinacional francesa tinha tudo preparado para que, a partir de 2019, os projectos em Angola e nos demais países passassem do papel para a realidade, mas a conjuntura económica internacional provocada, no ano seguinte, pela Covid-19 esteve na base do adiamento para o próximo ano, segundo Amel Chadli. 
"Continuaremos a reforçar a posição, de forma progressiva, no continente africano, muito embora a implementação deste plano tenha sido retardado devido ao surgimento da pandemia da Covid-19, mas estamos certos que (o projecto arranca no início de 2022”, anunciou.
Apesar de não avançar os montantes a serem investidos em cada um dos países, o responsável garantiu a existência de recursos suficientes para suprir as necessidades e os desafios provocados pela expectativa de crescimento económico e populacional na fase pós-pandemia nestes países, com grande dinâmica ao nível da região. 
Amel Chadli informou ainda que, na segunda fase, a empresa deverá estender os investimentos no fornecimento de equipamentos e construção de infra-estruturas para gestão e tratamento de água, tendo em conta os indicadores que apontam para um amplo crescimento demográfico no continente.
No continente Africano, a  Schneider Electric tem os escritórios no Senegal, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, RDC, Quénia, Tanzânia, Ilhas Maurícias e na África do Sul. Em 2020, os rendimentos atingiram 25, 2 mil milhões de euros, 27 por cento dos quais referentes à Europa do Leste, 24 à América do Norte, 32 à Ásia e 17 no resto do Mundo (América Latina e África).
A publicação cita um estudo levado a cabo pelo pesquisador Amos Kalua do Instituto Politécnico de Virgínia, a revelar que 75 por cento das empresas na África Subsaariana sofrem, todos os anos, grandes perdas devido a problemas relacionados com a falta de energia eléctrica, sendo que Angola ocupa o primeiro lugar da lista de países africanos cujas economias são mais afectadas por avarias e indisponibilidade de energia eléctrica, com uma perda anual de rendimentos estimada em 18,3 por cento, à frente da Zâmbia, 9,5 por cento, e do Malawi, com perdas de 7,9 por cento.

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