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São-tomenses escolhem hoje um novo Presidente

Cerca de 108.609 votantes, inscritos nos cadernos eleitorais, escolhem, hoje, o substituto do actual Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, naquela que é a sétima ida às urnas desde a abertura do país à democracia multipartidária, em 1992.

18/07/2021  Última atualização 04H15
Cidadãos vão às urnas para definir o sucessor de Evaristo Carvalho nos próximos cinco anos © Fotografia por: M.Machangongo | Edições Novembro | São Tomé
O presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) afirmou que entre os eleitores figuram, este ano, 11.335 novas inscrições feitas no país e na diáspora.


Fernando Maquengo realçou que na diáspora, onde o recenseamento foi feito de raiz, foram registados 14.693 eleitores.
Para o efeito, foram instaladas em todo o país 262 mesas de voto e 42 assembleias de voto na diáspora.
Entre os emigrantes são-tomenses, Portugal contabiliza 7.378 eleitores, seguindo-se Angola com 3.254 eleitores e 1.509 no Reino Unido.


Foram instaladas, também, mesas de voto na Bélgica (77 eleitores), Cabo Verde (481), França (204), Guiné Equatorial (216), Holanda (21), Luxemburgo (55) e Gabão (1.498).
A nível local, foram registados, este ano, mais eleitores no distrito de Água Grande (3.817), o mais populoso do país, seguindo-se Mé Zóchi (2.981).


Tendo em conta as dificuldades financeiras, agravadas pela pandemia da Covid-19, o presidente da CNE considerou que os trabalhos do recenseamento eleitoral e todo o resto da componente do processo foram um sucesso.
Concorrem para o cargo de Presidente da República Abel Bom Jesus, Aurélio Martins, Carlos Agostinho das Neves, Carlos Vila Nova, Carlos Stock, Delfim Neves, Elsa Garrido, assim como Elsa de Barros Pinto e Eugénio da Trindade Tiny.


Fazem parte ainda da lista Guilherme Posser da Costa, Jorge Amado, Júlio Silva, Manuel Vaz do Rosário, Maria das Neves, Miques Jesus Bonfim, Moisés Sacramento Viegas, Olinto Afonso das Neves, Roberto Sousa Ponte e Vítor Monteiro.


Três concorrentes renunciaram  à nacionalidade portuguesa, designadamente Delfim Neves, que exerce também o cargo de presidente da Assembleia Nacional, Guilherme Posser da Costa e Carlos Vila Nova.


Missão de observação


O antigo Primeiro-Ministro do Tchad e chefe da missão de observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Nagoum Yamassoum, manifestou-se confiante de que as eleições deste ano vão dar mais um exemplo de maturidade no exercício da democracia.

A missão de observação, composta por 15 membros, representa 10 dos 11 países membros da África Central. Segundo Nagoum Yamassoum, os observadores da CEEAC não poderão, por razões técnicas,  fiscalizar o processo eleitoral na Ilha do Príncipe.


Os observadores da África Central dizem que vão seguir, à lupa, todos os aspectos e situações que ocorrerem durante o acto eleitoral, até o anúncio dos resultados provisórios.
  Eleitores podem conduzir à segunda volta
A maioria dos eleitores admite uma segunda volta, tendo em conta o elevado número de concorrentes à Presidência.
Os nomes mais sonantes para a segunda volta são os de Vila Nova e Delfim Neves, Posser da Costa e Maria das Neves, principalmente no Distrito de Água Grande, que congrega a maioria dos eleitores.


Por outro lado, teme-se por uma elevada taxa de abstenções, por um bom número de eleitores considerarem não se reverem nos programas apresentados pelos candidatos durante os 15 dias de campanha e outros que afirmam não mudar nada na sua vida pessoal quaisquer eleições presidenciais no país.


A campanha eleitoral teve a duração de 15 dias, durante este período várias actividades políticas foram realizadas pelos candidatos que, apesar da proibição de realização de comícios e festivais musicais e reuniões em espaços fechados com a ocupação de mais de 50 por cento da capacidade do espaço, os políticos desdobraram-se para vários distritos e localidades em todo o país para esclarecer o programa de governação.


Outro meio muito usado pelos candidatos para esclarecimento dos eleitores são as redes sociais.
As primeiras eleições democráticas em São Tomé e Príncipe foram realizadas em 1991. Em 2011 foi eleito Presidente Manuel Pinto da Costa e em 2016 Evaristo Carvalho.


 Em 1991 foi eleito para Presidente do arquipélago Miguel Trovoada, o seu sucessor foi Fradique de Menezes. Em 2011, foi eleito Presidente Manuel Pinto da Costa. Ele já manteve esta posição entre 1975 e 1991, logo a seguir à independência do país de Portugal. Vinte anos depois, Manuel Pinto da Costa foi reeleito Presidente da República. Nas eleições presidenciais de 2016, Evaristo Carvalho, da ADI, foi eleito o sucessor.


Ontem, dia de reflexão, um ou outro carro com música circulava nas ruas da cidade, com o comércio e actividades domésticas abertas.

Um dos pormenores que até ontem ainda constituía preocupação para a Comissão Nacional Eleitoral tem a ver com os incumprimentos das medidas de biosssegurança.


António Canepa | São Tomé

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