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São Tomé em negociações para alívio ou perdão da dívida com parceiros

A ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades disse hoje que o Governo de São Tomé e Príncipe "está na iminência de conseguir o alívio ou perdão das dividas" com alguns parceiros bilaterais e multilaterais.

09/08/2020  Última atualização 18H58
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Desde que este Governo tomou posse que dissemos que a nossa divida externa duplicou, os números foram apresentados publicamente e importava que um Estado responsável pudesse discutir com os seus parceiros o fardo da divida, confirmada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse Elsa Pinto à agência Lusa.

A governante, que falava à margem da celebração dos 45 anos do estabelecimento das relações diplomáticas com a Rússia, disse que as discussões no âmbito de um perdão ou alívio da dívida "estão bem avançadas com Angola e com o Clube de Paris".

"Com Angola, por exemplo, tivemos uma conversa bilateral com o novo ministro e temos as negociações já bastante avançada nesse domínio", disse Elsa Pinto, admitindo que, em breve, sejam rubricados "os instrumentos que antes têm de ser ratificados pelos parlamentos dos dois países".

"Temos estado em diligências com vários Estados neste âmbito. Com Portugal, felizmente, conseguimos a moratória que vem ajudar bastante, estamos a finalizar com o Clube de Paris, cujo processo está praticamente concluído e dentro de dias será anunciado", acrescentou a chefe da diplomacia de São Tomé e Príncipe.

Em 05 de Agosto, o Governo português concedeu uma moratória sobre os empréstimos directos concedidos a São Tomé e Príncipe.

A ministra dos Negócios Estrangeiros explicou que esses benefícios vão permitir ao seu país investir em outras áreas, sobretudo de natureza social e do sector privado.

"São Tomé e Príncipe, com a sua dívida aliviada, poderá contrair créditos, sobretudo para o desenvolvimento do sector privado em condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional e permitirá que o país possa desafogar e conhecer um crescimento económico", explicou a governante.

Elsa Pinto, escusando-se a avançar os montantes em causa, disse apenas que o alívio se poderá situar entre um terço e um quatro das dividas.

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