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São Tomé e Príncipe: Tudo pronto para a votação presidencial de amanhã

António Canepa

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral de São Tomé e Príncipe (CNE), Fernando Maquengo, garantiu, ontem, que todas as condições estão criadas para a votação, amanhã, para as presidenciais em todo o território.

17/07/2021  Última atualização 06H00
Presidente da Comissão Nacional Eleitoral são-tomense garante organização para o pleito © Fotografia por: DR
Fernando Maquengo, que falava em conferência de imprensa para dar o ponto de situação sobre os preparativos das eleições presidenciais, reconheceu, por outro lado, que a campanha decorreu sem problemas, tendo lamentando apenas o facto de muitos candidatos e seus representantes não terem observado as medidas sanitárias recomendadas para a Covid-19, ao congregar amontoados de pessoas em todos os actos realizados.

Ontem, a Comissão Nacional Eleitoral realizou acertos para os últimos detalhes, depois de esgrimidas todas as dúvidas relativamente ao processo pelos mandatários dos candidatos. Face a isso, a Comissão Nacional Eleitoral apelou à participação massiva de todos os cidadãos são-tomenses, tanto no território nacional como na diáspora, espera e pede o cumprimento escrupuloso das orientações sanitárias para que o dia de amanhã seja de festa da democracia em São Tomé e Príncipe.
"Mesmo aqueles que perderem estão obrigados, no dia 19, a conviverem lado a lado e talvez de mãos dadas porque São Tomé e Príncipe continuará e assim será para o bem de todos nós”, disse.

Quanto às mesas de voto, reconheceu serem os candidatos e os mandatários que indicaram os seus representantes para as mesmas, tendo refutado a interferência da Comissão na indicação dos membros de mesas, conforme alguns mandatários de determinados partidos tentaram passar para o eleitorado.

"Em caso extremo, no dia 18, nos termos da lei, não comparecendo algum membro da mesa, a Comissão, em colaboração com os delegados presentes, vai procurar completar a mesa para funcionar com todos os seus membros. Fora disso os membros serão indicados pelos candidatos”, esclareceu.

Concorrem para a Casa Rosada, 19 candidatos, seis dos quais saem do principal partido do Governo, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe- Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), cinco como independentes e um, Posser da Costa, tem o apoio do partido.

Do principal partido da oposição, a Acção Democrática Independente (ADI), concorrem também três candidatos, um dos quais Carlos Vila Nova.
O Movimento Democrático Força de Mudança (MDFM), no actual Executivo em coligação com as outras formações políticas, concorre igualmente com três candidatos. O Partido Verde, sem assento no Parlamento, concorre com dois.


 Medidas de prevenção da Covid-19

 As eleições acontecem numa altura em que o país e o mundo estão "a braços” com a pandemia da Covid-19.
Em conferência de imprensa, Fernando Maquengo garantiu o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da Covid-19, nas assembleias de voto, amanhã, e apelou os eleitores a se fazerem acompanhar das respectivas máscaras, observar a higienização das mãos e marcação da distância entre as pessoas.

O "aumento do número de locais de votação nas zonas mais populosas bem como o alargamento do horário de votação”, que irá das 7 até às 17h30, fazem igualmente parte das medidas de prevenção contra a Covid-19.
As primeiras eleições democráticas em São Tomé e Príncipe foram realizadas em 1991 e ganhas por Miguel Trovoada, que teve como sucessor Fradique de Menezes. Em 2011, foi eleito como Presidente Manuel Pinto da Costa. Ele já manteve esta posição entre 1975 e 1991, logo a seguir à independência do país de Portugal.

Nas eleições presidenciais de 2016, Evaristo Carvalho, da ADI, foi eleito sucessor de Pinto da Costa.
Ontem, último dia de campanha, várias actividades ocorreram na capital, com algumas passeatas com música nos carros e carrinhas para enaltecer os candidatos. Hoje é dia reservado para a reflexão, quase nada há para ser feito, enquanto os candidatos fazem acertos internos com os seus mandatários e alguns apoiantes nos seus respectivos comités.

António Canepa/São Tomé

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