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Sanções sobre vendas bielorrussas com impacto acima de 15 mil milhões

As sanções impostas à Bielorrússia, na sequência do apoio prestado pelo país à invasão russa sobre a Ucrânia, bloquearam entre 16 e 18 mil milhões de dólares (entre 15,34 e 17,26 mil milhões de euros) das suas exportações anuais para os países ocidentais. A informação foi avançada pela agência noticiosa Belta, que cita o primeiro-ministro bielorrusso, Roman Golovchenko, reporta a Reuters.

16/05/2022  Última atualização 14H50
© Fotografia por: DR

"Devido às sanções, quase todas as exportações da Bielorrússia para os países da União Europeia e da América do Norte foram bloqueadas", disse Golovchenko, de acordo com a transcrição de uma entrevista dada à televisão Al Arabiya, entretanto publicada pela agência noticiosa estatal Belta. "Isto chega a cerca de um valor compreendido entre 16 e 18 mil milhões de dólares por ano", salientou.

As declarações foram proferidas depois da Rússia e da Bielorrússia terem sido afectadas por sanções impostas pelo Ocidente - depois de, a 24 de Fevereiro, Moscovo ter dado início à sua investida militar sobre território ucraniano. 

Na narrativa destes dois países, tal missão trata-se de uma "operação militar especial" concebida para "desmilitarizar" e "desnazificar" a Ucrânia. Porém, o país invadido e os seus aliados dizem que tais alegações de que o governo nacional é "fascista" são infundadas, tendo apenas servido de pretexto para levar a cabo esta guerra.

Apesar de todo este contexto, o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, continua  a insistir que a Bielorrússia deve ser envolvida nas negociações com vista a resolver o conflito na Ucrânia. Isto porque, argumenta, o país tem sido injustamente rotulado de ser um "cúmplice do agressor".

A ofensiva militar russa na Ucrânia já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

Também segundo as Nações Unidas, mais de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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