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SADC assinala 40 anos de existência

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a qual Angola faz parte, assinala, hoje, 40 anos de existência. Criada a 1 de Abril de 1980, em Lusaka, Zâmbia, a organização resultou de um esforço levado a cabo pelos povos da região, para vencer o regime racista sul-africano do "apartheid".

01/04/2020  Última atualização 08H00
Contreiras Pipa | Edições Novembro © Fotografia por: Membros da Comunidade Regional em uma sessão de trabalho do Conselho de Ministros

Até antes de 1992, altura em que a organização passa a chamar-se SADC, era conhecida por Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral (SADCC). Entre as metas da organização, destaque para o crescimento e desenvolvimento económico da região, alívio da pobreza e aumento da qualidade de vida dos cidadãos dos Estados membros, prestação de auxílio aos mais desfavorecidos, promoção da paz, segurança, e desenvolvimento sustentável por meio da interdependência colectiva dos Estados membros.

O financiamento aos projectos da organização é obtido através da contribuição de cada um dos membros, com o valor baseado no PIB de cada país, e da colaboração de parceiros económicos internacionais, como a União Europeia e alguns países desenvolvidos. Devido à situação da pandemia do Coronavírus, cujas regras de prevenção desaconselham, entre outras, a aglomeração de pessoas, é dado certo que este ano a organização celebre a data apenas de forma simbólica.

Em entrevista ao Jornal de Angola, à margem de uma das reuniões preparatórias do Conselho de Ministros da SADC, realizada por vídeo-conferência, a partir de Dar-es-Salam, Tanzânia, para todos os Estados-membros, em obediência às regras de prevenção da Covid-19, o secretário nacional da SADC, Nazaré Salvador, destacou o tipo de actividades a serem realizadas, quer a nível dos Estados-membros, quer do Secretariado Executivo.
A ideia dos membros, segundo o diplomata, era celebrar a data condignamente, a nível de todos os Estados, com campanhas de divulgação do evento junto das populações.

No ano passado, num cenário totalmente diferente do actual, a organização reuniu no Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, para celebrar, pela primeira vez, o dia 23 de Março, instituído como o dia da libertação da África Austral.  O evento encabeçado pelos Chefes de Estados de Angola, João Lourenço, e da Namíbia, Hage Geingob, contou ainda com a presença dos Chefes de Estado de outros países da região, nomeadamente, Emmerson Mnangagwa do Zimbabué, Félix Tshisekedi da RDC, e Denis Sassou-Nguesso do Congo Brazzaville.

O local foi escolhido por ser lá onde se travou a batalha que ficou conhecida como a "do Cuito Cuanavale", que permitiu a libertação da região.
Para homenagear os combatentes tombados nessa luta, foi erguido um majestoso memorial em homenagem aos guerrilheiros que se bateram para a concretização do feito. Ao discursar nesse dia, o Presidente João Lourenço recordou que foi no Cuito Cuanavale onde o exército do regime racista sul-africano foi derrotado, abrindo-se assim as portas para a Independência da Namíbia, para a libertação de Nelson Mandela e para o fim do "Apartheid" e para a paz e estabilidade política e económica de toda a região.

Por essa razão, prosseguiu o Chefe de Estado angolano, os países membros da SADC decidiram, por unanimidade, adoptar o 23 de Março como o Dia da Libertação da África Austral.  "Com essa decisão, foi prestada uma merecida homenagem aos valorosos combatentes angolanos que, com coragem e determinação, enfrentaram e venceram a máquina de guerra do "apartheid", e foi exaltada também a irmandade e solidariedade dos nossos povos", destacou João Lourenço.

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