Política

Sacko destaca “provedoras do lar”

As mulheres africanas são activo fundamental na produção agrícola, transformação e comércio, contribuindo cerca de 80% dos alimentos e quase 50% da força de trabalho no campo, afirmou sexta-feira, em Addis Abeba (Etiópia), a comissária da União Africana Josefa Sacko.

16/10/2021  Última atualização 21H55
Engenheira agrónoma e diplomata aborda agronegócio rural © Fotografia por: DR

Por vídeo-conferência no painel "Empoderamento da Mulher Rural na Afirmação dos Equilíbrios e Oportunidades”, disse que a desigualdade do género continua a ser constrangimento para o desenvolvimento equitativo e sustentável, além de agudizar a pobreza, fome e subnutrição das pessoas.

"Elas são agricultoras, geradoras de renda, de conhecimento, agentes ambientais, pacificadoras do campo, provedoras do lar. Os papéis das mulheres rurais são tão numerosos quanto suas lutas e vitórias”, destacou, quando dissertava no programa do Dia Internacional da Mulher Rural, assinalado sexta-feira (15 de Outubro).

Considerou igualmente que não possuem o reconhecimento devido e merecido, por sofrerem do preconceito e outros problemas herdados da vida, pelo que "ainda há um longo caminho para o equilíbrio de direitos e oportunidades entre homens e mulheres”.

Para Josefa Sacko, há uma grande oportunidade com a operacionalidade do acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana que irá criar a maior região do mundo medida pelo número de países participantes.

O pacto estabelece a ligação entre 1 300 milhões de pessoas em 55 países com valor combinado do produto interno bruto de USD 3,4 mil milhões, com potencialidade para retirar 30 milhões de pessoas da pobreza extrema, mas tudo dependerá da adopção de reformas de políticas e medidas de facilitação de comércio significativas.

Por outro lado, anunciou a criação da plataforma da mulher na agricultura para juntar as associações existentes de modo a formar e servir de trocas de experiência e cooperação técnica, identificação de acções afirmativas e elaboração de um plano concreto.

Lembrou que o quadro para mecanização agrícola sustentável em África é um documento estratégico apresentado, na sede da FAO, em Roma (Itália), em Outubro de 2018, para conjugar esforços na implementação e ajudar as Nações do continente a desenvolverem-se.

A comissária da União Africana para Agricultura, Economia Azul e Ambiente reiterou que o agronegócio vai "confinar a enxada manual ao museu” e promover um fundo para capacitar as mulheres rurais africanas a participarem na área de livre comércio e que poderá valorizar o seu papel e importância desta classe batalhadora.

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