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Rússia suspende sem aviso fornecimento de gás à Itália

A empresa russa Gazprom suspendeu, este sábado, o fornecimento de gás à petrolífera italiana ENI, alegando a impossibilidade de transportar o produto através da Áustria, anunciou a multinacional da Itália.

02/10/2022  Última atualização 05H40
A empresa russa Gazprom fornece gás à multinacional italiana através da Ucrânia © Fotografia por: DR

"A Gazprom informou-nos que não pode confirmar a entrega dos volumes solicitados, citando a impossibilidade de transportar o gás através da Áustria”, disse a ENI em comunicado.

Em consequência, "os fluxos de gás russo para a ENI através do ponto de entrada de Tarvisio serão zero” nas próximas horas,  acrescentou a gigante italiana, citada pela agência francesa  France Press (AFP).

A maior parte do gás russo entregue à Itália passa pela Ucrânia através do gasoduto TAG que chega a Tarvisio, no Norte do país, na fronteira com a Áustria.

Segundo um porta-voz da ENI, citado pela agência noticiosa italiana AGI, a Gazprom afirma não ser capaz de cumprir as regras necessárias para obter o serviço de distribuição do gás na Áustria. "Estamos a trabalhar para verificar com a Gazprom se é possível reactivar os fluxos para Itália”, disse o porta-voz.

As exportações de gás russo para a Europa têm vindo a decrescer constantemente desde o início das sanções impostas à Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de Fevereiro deste ano.

Na sequência da invasão russa da Ucrânia, a ENI anunciou, no início de Março, que iria vender a sua participação de 50% no gasoduto Blue Stream, que controla igualmente com a gigante russa Gazprom.


Moscovo anuncia retirada de Lyman


O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, ontem, a retirada das suas tropas da cidade de Lyman, na região de Donetsk, Ucrânia, anunciou  a agência RIA.

"Em conexão com a criação de uma ameaça de cerco, as tropas aliadas foram retiradas do assentamento de Lyman para linhas mais vantajosas”, anunciaram os russos.

Durante meses, Lyman serviu de ponto central de logística e transporte das operações russas.

"Esta é a maior conquista para a Ucrânia, que retomou  recentemente Kharkiv e, agora tem espaço para avançar em direcção a Lugansk ",  disse , ontem, à televisão ucraniana, o porta-voz das forças militares do Leste da Ucrânia, Serhii Cherevatyi.

"Lyman é importante porque é o próximo passo para a libertação do Donbass ucraniano. É uma oportunidade de ir mais longe para Kreminna e Severodonetsk, e é muito importante psicologicamente”, acrescentou Serhii Cherevatyi.

De acordo com o porta-voz das forças  ucranianas , Lyman, que durante meses serviu de ponto central de logística e transporte das operações russas, está cercada. "Alguns russos estão a render-se, há muitos mortos e feridos é Lyman, mas a operação ainda não acabou”, ressalva.

"Os soldados russos baseados em Lyman abordaram os  superiores com um pedido de retirada, mas lhes foi rejeitado”, acrescentou o porta-voz, segundo a agência espanhola EFE.

O governador da região vizinha de Lugansk, Serguei Gaidai, escreveu nas redes sociais que os soldados russos cercados têm como opções "fugir, morrer juntos ou render-se”, noticiou a AFP.

O porta-voz do Exército ucraniano disse que quase todas as rotas de fuga ou de fornecimento de munições das forças russas na zona estão bloqueadas.

As forças ucranianas conseguiram retomar Kharkiv no início de Setembro, levando a uma retirada à pressa dos russos que, por sua vez, deixaram para trás muito material militar.

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