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Rússia expulsa 27 diplomatas espanhóis. Têm 7 dias para sair do país

A Rússia decidiu, esta quarta-feira, expulsar 27 funcionários da Embaixada de Espanha em Moscovo. Sublinhe-se que, também hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo tomou decisão semelhante em relação a funcionários diplomáticos de França e Itália.

18/05/2022  Última atualização 18H55
© Fotografia por: DR
Os funcionários espanhóis foram declarados ‘persona non grata’ e têm sete dias para abandonar o país, a partir do momento em que o embaixador espanhol, Marcos Gómez, for notificado.

"Vinte e sete funcionários da Embaixada de Espanha em Moscovo e do Consulado Geral de Espanha em São Petersburgo foram declarados ‘persona non grata’. Devem deixar o território do país no prazo de sete dias a contar da data de entrega da nota correspondente ao Embaixador”, lê-se num comunicado publicado no site do governo russo.

A decisão surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, ter convocado esta manhã o embaixador espanhol em Moscovo e foi tomada como forma de retaliação por o governo espanhol ter decidido expulsar, no mês passado, 25 diplomatas e pessoal da embaixada da Rússia em Espanha, considerando que "representam uma ameaça à segurança” do país e como sinal de rejeição das acções das tropas russas na Ucrânia.

Também hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia decidiu declarar 34 diplomatas franceses e 24 italianos ‘persona non grata’, num golpe de retaliação face à expulsão de diplomatas russos.

Assinala-se, esta quarta-feira, o 84.º dia da invasão russa da Ucrânia. Segundo os mais recentes dados confirmados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta que o número real pode ser muito superior, 3.752 civis morreram e outros 4.062 ficaram feridos desde o início da invasão.

 

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