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Riscos das pragas analisados por técnicos de vigilância

Um grupo de técnicos de vigilância sanitária, investigadores e académicos provenientes das 18 províncias do país participa, desde esta segunda-feira, em Caxito, província do Bengo, num seminário sobre análise de risco de pragas, para melhor responderem às situações de emergência contra gafanhotos migratórios africanos, e mitigar impactos na segurança alimentar e nos meios de subsistência.

14/06/2022  Última atualização 06H00
© Fotografia por: DR

Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pescas (MINAGRIP), o Seminário sobre Análise de Risco do Projecto "Apoio à Operacionalização da Política Agrícola Regional da SADC, que decorre até sexta-feira, tem como objectivos principais reforçar a capacidade de Angola na análise de risco de pragas, bem como destacar a necessidade e o processo de notificação de novas regras à praga de Convenção Fitossanitária Internacional (CFI).

Na abertura do evento, o chefe do Departamento Nacional da Agricultura e Protecção de Plantas, Ribeiro João António, apontou como desafios do MINAGRIP na análise de riscos a virose da mandioca, a broca do milho, a tuta absoluta do tomate, mosca da fruta, a lagarta militar e a praga de gafanhotos.

Ribeiro António, que destacou a realização de uma reunião técnica e mesa-redonda multissectorial para a criação do Centro Nacional de Controlo de Gafanhotos, referiu que o actual sistema de monitorização de recursos, sensibilização e comunicação de riscos às populações, e o estabelecimento de uma coordenação nacional e regional, são fundamentais para o sucesso do programa de controlo das pragas de gafanhotos.

O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Panzo Domingos, disse que os países da SADC, ao reconhecerem a importância estratégica do sector agrícola, elaboraram uma política regional, com objectivo global de melhorar a produção, a produtividade e a competitividade dos produtos agrícolas, além de garantir a segurança alimentar e nutricional das populações.


Mário Clemente | Caxito   
      

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