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Rihanna regressa aos palcos no Super Bowl

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Depois de um hiato sem lançar um álbum, desde 2016, com "Anti", aos 34 anos, no último domingo, Rihanna, anunciou aos fãs o tão aguardado regresso aos palcos, com uma fotografia de uma mão a segurar uma bola de Futebol Americano, simbolizando a confirmação para actuar no Intervalo do Super Bowl, o jogo que decide o vencedor da principal liga desse desporto, a NFL.

26/09/2022  Última atualização 13H29
© Fotografia por: Adams/Landmark Media

A notícia chega de modo inesperado, uma vez que em 2019, a cantora de Barbados tinha rejeitado semelhante convite em solidariedade ao antigo jogador, Colin Kaepernick, dos 49ers, uma equipa da NFL.

O mesmo que fez correr muita tinta ao lançar uma onda de mobilização em torno da causa dos direitos dos negro americanos contra a discriminação e brutalidade policial, tendo optado por um gesto muito polémico à data, em 2016, com a decisão de tomar o assento enquanto o hino dos EUA era entoado.

Na época disse aos meios de comunicação quando questionado que "não iria ficar de pé para demonstrar o orgulho por uma bandeira que oprimia o povo negro e os povos indígenas", explicando que para si esse gesto era "maior do que o futebol americano" e que "seria egoísta da minha parte olhar para as coisas de outra forma", enquanto "outros safam-se sem serem chamados à responsabilidade" e "escapam-se como assassinos".

No dia 1 de Setembro de 2016, Kaepernick mudou de estratégia, passando a adoptar o método de ajoelhar em vez de se sentar, daqui para frente, o jogador foi tido como um inimigo do patriotismo e como anti-americano, e a partir de 11 de Setembro, o gesto de ajoelhar aquando do hino foi replicado por outros atletas antes dos jogos, como protesto contra a injustiça.

Como tal, a cantora concedeu uma entrevista três anos depois, aquando da rejeição do convite, onde justificava o posicionamento de não se poder alinhar com a visão da organização da NFL, sendo que não podia compactuar com esses valores que zelavam contra os interesses da própria comunidade negra.

Agora, perante outro contexto, sem a mesma crispação política, Rihanna surge como a cabeça de cartaz promovida pela NFL e seus parceiros, num dos mais icónicos eventos de entretenimento do país e vai actuar a 12 de Fevereiro do próximo ano, prometendo reviver os seus maiores sucessos e trazer surpresas.

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