Política

Revisão do OGE prevê despesas para as autarquias

O presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Américo Cuononoca, disse, ontem, que a revisão do OGE 2020 resulta da necessidade de se assegurarem despesas ligadas aos serviços da Administração do Estado, fundos autónomos, segurança social e à descentralização e implementação do processo das autarquias locais.

15/07/2020  Última atualização 10H10
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O parlamentar considerou de "equilibrado" o OGE Revisto e defendeu políticas de apoio para a produção nacional, no sentido de se garantir rendimentos mínimos em prol das famílias vulneráveis.
Américo Cunonoca, que apresentava a declaração política, falou dos momentos difíceis por que passa a economia do país devido à crise económica e financeira provocada pela baixa do preço do petróleo.

UNITA pede fiscalização

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apelou para a necessidade da fiscalização e prestação de contas no país. O político mostrou-se preocupado com o facto das reservas internacionais líquidas do país garantirem apenas cinco meses de importações.
Pelo facto do país não registar crescimento económico, Adalberto da Costa Júnior, que apresentou a declaração política, aconselhou o Executivo a não contrair novas dividas e a encontrar espaços para o financiamento dos agentes privados.


O líder da UNITA defendeu a redução das assimetrias entre as diferentes localidades para garantir o crescimento social e económico do país. "Se as províncias, incluindo Luanda, não ganharem a alforria do Governo Central e não se promover um espírito de competição saudável entre as 18 províncias, te-remos mais dificuldades", afirmou.
O presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, defendeu boa governação, traduzida na qualidade de vida dos cidadãos e evidenciada pela transparência, respeito da coisa pública e observância rigorosa da Constituição.

FNLA e PRS

O líder da FNLA, Lucas Ngonda, reconhece que alguns passos no país foram dados no domínio da diversificação da economia, mas alertou para a necessidade de se resolver o eterno problema das estradas, para a transportação dos produtos do campo para os centros urbanos.
"Se queremos um país desenvolvido, temos de evitar que Angola seja monopólio de famílias abastadas, deixando o mundo rural à margem do progresso so-cial", afirmou.
Para Benedito Daniel, representante do PRS, a revisão orçamental teria sido evitada se as propostas da oposição fossem tidas em conta.

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