Cultura

Restos mortais de Kituxi repousam no Santa Ana

Analtino Santos

Jornalista

A música angolana perde um dos nomes de referência, Kituxi, cujo legado vai permanecer por gerações, destacou, quarta-feira (22), no Cemitério de Santa Ana, em Luanda, o músico Armando Rosa, como representante da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC), que acompanhou o enterro do cantor.

23/12/2021  Última atualização 08H45
Músico (à direita) foi das maiores referências nacionais com passagem em muitas “turmas” e conjuntos que marcaram uma época © Fotografia por: DR
Os restos mortais de Domingos António Miguel da Silva "Kituxi” foram depositados ontem, no Cemitério de Santa Ana, num acto de consternação e dor, que devido às limitações da Covid-19, teve uma cerimónia fúnebre especial no Centro Recreativo e Cultural Kilamba.

Armando Rosa destacou o facto de Kituxi ter sido um dos membros co-fundadores da UNAC e recordou o compositor, tocador de caixa, mais tarde guitarra ritmo, que foi o primeiro executante deste instrumento no país.

Cláudio Van-Dúnem, filho do malogrado, leu a mensagem enviada pelo ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, no qual realça os feitos e a obra do músico, em sucessos como "Ché Ché Mãe”, "Ngabaxi Ya Marujo”,  "Kuxingue Ngamba” e "Monami Ua Casule”. Para Márcio Batalha, da Associação dos Amigos e Naturais do Marçal, a perda de Kituxi foi imensa não só para a classe artística, mas também à família, enquanto pai e avô, assim como aos vizinhos, por ser um homem que muito orgulhava o bairro.


O artista

Natural do Sambizanga, Domingos António Miguel da Silva "Kituxi” nasceu aos 15 de Abril de 1950. No Marçal foi onde cresceu, viveu e desenvolveu as aptidões artísticas, nos ambientes frenéticos e culturais.
Ao longo da carreira passou por diversas "turmas” musicais, até encontrar, em 1965, os amigos Marito, Adolfo Coelho, Avozinho e Gabi Pireza, com os quais deu origem  aos Kiezos. No mundo das artes também esteve ligado ao humor, que fazia em paralelo com a música na fase inicial dos Kiezos, de acordo com Carlos Lamartine. Fora da música colaborou no ensino, na escola Njinga Mbandi.


  "CAIXA ARTES”
Voz e talento de Aylasa  
no palco do Memorial


Aylasa  é a convidada para o concerto intimista de hoje, às 18h30, no auditório do Memorial António Agostinho Neto (MAAN), sucedendo ao músico Yungui, no projecto "Caixa Artes”.

Aylasa Isabel Tchipilica, de nome artístico Aylasa, é uma cantora angolana que começou a jornada musical aos 14 anos e vem se destacando no mercado, com um repertório vasto de músicas nacionais e internacionais de jazz e não só.

Durante o percurso musical, fez parte do quarteto feminino Ukãi, composto por 4 mulheres instrumentistas e já partilhou o palco com Kizua Gourgel, Anabela Aya, Toty Samed, Yuri da Cunha, Selda, Katiliana, Jay Lourenzo, Gari Sinedima e Dino Ferraz. Actualmente encontra-se em estúdio a trabalhar num novo CD.

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