Economia

Restabelecidas ligações entre Luanda e Malanje

O Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) perdeu, nos últimos 45 dias, 92,5 milhões de kwanzas, em consequência do desabamento de um ponteco sobre o rio Camungo,(Cuanza-Norte) que provocou a interrupção da circulação do comboio entre as cidades de Nalatando e Malanje e sujeitou a empresa a despesas de reparação.

10/04/2019  Última atualização 10H35
Nicolau Vasco | Edições Novembro © Fotografia por: Com receitas mensais à volta dos 30 milhões de kwanzas, a empresa é tida como deficitária

A informação foi prestada à imprensa em Ndalatando, na segunda-feira, pelo presidente do Conselho de Administraçãoda empresa Cami-
nho-de-Ferro de Luanda, Júlio Joaquim, em cerimónia que marcou a reposição do tráfego ferroviário entre as duas capitais provínciais.
A queda do ponteco, nas mediações do bairro 11 de Novembro, em Ndalatando, foi provocada por fortes chuvas que cairam na região, a 22 de Feveriro. A sua reparação, de acordo Júlio Joaquim, custou à empresa 69,5 milhões de kwanzas.
Além de ter desembolsado mais de 69 milhões de kwanxas para as obras de reabilitação do ponteco, a empresa, de acordo com o gestor, consentiu ainda um prejuízo avaliado em 23 milhões, valor que teria arrecadado se não fosse interropida a circulação de comboios entre Ndalatando e Malanje.
Referindo-se à qualidade do trabalho de reabilitação do ponteco, o inspector de obras do Caminho-de-Ferro de Luanda, Orlando Lopes, disse que a nova estrutura possui um estilo misto. Construída em metal, com um suporte de 51,31 metros cúbicos de betão armado, o ponteco com seis metros de largura e nove de cumprimento, suporta cerca de 30 toneladas.
Resolvido o problema do ponteco do Bairro 11 de No-vembro, referiu, a empresa vai olhar para os troços em condições precárias, como o que liga a localidade de Nzenza aoDondo, que não beneficia de trabalhos de reabilitação, há mais de 14 anos. Aqui, disse, as acções técnicas devem ser direccionadas, principalmente, na descarga de balastos, alinhamentos e nivelamentos da linha, para permitir maior segurança na circulação dos combios.Em relação aos 215 quilómetros que ligam Nzenza do Itombe a Cacuso, referiu, é necessário a restituição urgente de toda a linha férrea, o que vai implicar a troca dos carris de 30 para outros de 50, as travessas de madeira pelas de betão, seguido da compactação da plataforma de seis, para 20 toneladas por eixo.
O presidente do Cnselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Luanda, lembrou que a empresa arrecada mensalmente cerca de 30 milhões de kwanzas, muito aquém dos dos 150 milhões previstos.
A pouca procura pelos serviços da empresa, o que se traduz em reduzidas quantidades de carga e de número de pessoas, segundo o gestor, está na origem dos principais contrangimentos por que passa a empresa.
O Caminho-de-Ferro de Luanda tem 479 quilómetros e 28 estações, entre as províncias de Luanda e Malanje, passando pelo Cuanza-Norte.
Apesar dos prejuízos financeiros consentidos pela em-presa com a situação ocorrida em Ndalatando, o presidente do Conselho de Administração assegura que o Caminho-de-Ferro de Luanda vai respeitar os acordos celebrados com o sindicato dos trabalhadores, que ditaram o fim da última greve.

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