Sociedade

Responsável do INAC critica pais que instrumentalizam os seus filhos

Kílssia Ferreira

Jornalista

A directora-geral adjunta do Instituto Nacional da Criança (INAC), Elisa Gourgel, afirmou, sexta-feira, em Luanda, que “o modelo de família de hoje é muito diferente do dos nossos pais”, que, mesmo os que eram analfabetos, não mediam esforços para darem aos filhos uma educação escolar.

15/05/2022  Última atualização 10H30
© Fotografia por: DR

"Em muitas das nossas famílias, mesmo com as dificuldades da vida, a educação escolar era primordial”, lembrou Elisa Gourgel, que disse estar preocupada com a mudança de responsabilidade e de papel, um fenómeno, acrescenta, que "tem ganhado mais espaço, a cada dia que passa, no seio de muitas famílias” em Angola.

A responsável adiantou que, "em muitas famílias, os pais invertem a responsabilidade, sendo que, em vez de serem eles a cuidarem dos filhos, são os filhos que estão a cuidar dos pais”.

A directora-geral adjunta do INAC disse haver pais que "instrumentalizam os filhos para alcançarem os seus objectivos”, colocando-os, por exemplo, como mendigos nas ruas, onde podem arrecadar um valor que sirva para o sustento de casa.

"Que tipo de educação estou a passar para os meus filhos?” – interroga-se Elisa Gourgel, para quem "a educação de base é muito importante”.

Elisa Gourgel lamentou a existência de "famílias externamente desestruturadas” e despreocupadas com a educação e a fiscalização dos filhos.

"A educação deve ser passada de geração para geração, um testemunho que permite que os filhos, quando chegarem à idade adulta, sejam o espelho daquilo que receberam, podendo, assim, transmitir, ciclicamente, a mesma mensagem aos seus filhos”, acentuou a directora-geral adjunta do INAC.

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