Economia

Reservas internacionais garantem 12 meses de importação

As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) do país estão, há cinco dias consecutivos, acima dos 10 mil milhões de dólares, sinalizando uma recuperação significativa e capacidade para atender situações imprevistas.

30/11/2021  Última atualização 08H46
Comité de Política do Banco Nacional de Angola divulga ainda hoje os últimos indicadores © Fotografia por: DR
Segundo apurou o Jornal de Angola junto do quadro sobre a evolução das reservas disponibilizado pelo Banco Nacional de Angola na página de Internet, igual comportamento é também visto nas Reservas Internacionais Brutas, que estão mais próximas de regressar aos 16 mil milhões de dólares.

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola, enquanto órgão de apoio ao governador, deverá reunir amanhã, em Luanda, aguardando-se do encontro avaliação mais pormenorizada sobre a situação da estabilidade cambial e do comportamento do mercado nacional em relação ao internacional.

A região SADC estipula que as reservas dos países membros devem no mínimo garantir importações de até seis me-ses. Angola, neste momento, suporta importação consecutiva durante 11,9 meses. Durante todo este ano, o valor mais baixo atingido pelas reservas foi o de 7,9 mil milhões de dólares dos meses de Abril e Maio.


Comité de Política

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM/BNA) reúne-se, hoje, em Luanda, estando previsto no final uma conferência de imprensa do governador para comunicação ao país das principais decisões.

Tratando-se da última reunião deste ano e havendo na agenda económica nacional e internacional temas de elevado interesse, a comunicação de José de Lima Massano ou quem indicar deverá também sinalizar a disposição do mercado monetário e cambial nesta fase de final do ano e abrir as perspectivas para 2022.

Face ao aproximar da quadra festiva e da pressão inflacionista, normalmente exercida pelo consumo aos preços dos bens essenciais, é expectativa dos mercados que o banco central adopte uma postura mais restritiva no domínio monetário e pela manutenção das taxas, responsáveis até aqui pelo sucesso do controlo da inflacção.

Na última reunião, realizada em Setembro, analisado o contexto supracitado, O CPM considerou que, no âmbito da politica monetária,  as medidas anteriormente tomadas estão a influenciar favoravelmente o nível dos agregados monetários, sendo as mais adequadas para contribuir na contenção do ritmo de crescimento dos preços, tendo decidido manter a taxa básica de Juro (Taxa BNA) em 20 por cento; a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez em 25 por cento; a taxa de Juro da facilidade Permanente de Absorção de Liquidez de 7 dias em 15 por cento e inalterados os coeficientes das reservas obrigatórias em 22 por cento.

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