Economia

Reservas alimentares do país fixadas em 105 mil toneladas

O Governo vai garantir, anualmente, uma reserva estratégica alimentar de 105 mil toneladas, para garantir a estabilidade dos preços dos produtos de primeira necessidade, face a possíveis perturbações no mercado.

19/10/2019  Última atualização 08H02
DR © Fotografia por: Entre os quatro produtos seleccionados para garantir a segurança nutricional estão o arroz, feijão, a fuba de milho e o trigo

A garantia foi dada ontem, em Luanda, pelo director da Reserva Estratégica Alimentar (REA) de Angola, Bráulio de Brito, no decurso do primeiro Conselho Consultivo Alargado daquela instituição tutelada pelo Ministério do Comércio. 

Para este ano, foi alocado um montante em kwanzas equivalente a 45 milhões de dólares e seleccionados quatro produtos da cesta básica, nomeadamente, arroz, farinha de trigo, farinha de milho e feijão.
Em declaração à imprensa, à margem do primeiro Conselho Consultivo da Reserva Estratégica Alimentar, Bráulio de Brito garantiu que a instituição vai bater-se pela garantia da segurança alimentar no país, criando contra - pesos para a diminuição dos preços dos produtos.
Empossado ontem, no decorrer do Primeiro Conselho Consultivo da Reserva Estratégica Alimentar, Bráulio de Brito afirmou que a instituição vai intervir, sobretudo, em situações de crise ou emergências nos locais de difícil acesso e contribuir para o fomento da produção nacional.
A Instituição, de acordo com Bráulio de Brito, vai trabalhar em estreita colaboração com os Ministérios do Comércio, Agricultura e Florestas, Economia e Planeamento e Finanças.

Postos logísticos
Para garantir a eficiência da Reserva Estratégica Alimentar foram já identificados pontos logísticos estratégicos nas Províncias de Luanda,Namibe, Huambo, Lobito e Lubango.
Com a realização do primeiro Conselho Consultivo, de acordo com Bráulio de Brito, a Reserva Estratégica Alimentar, dá um passo significativo, na medida em que permitiu seleccionar mais pontos logísticos em outras províncias e identificar os principais produtores agrícolas dos principais produtos.
“A reserva alimentar tem um papel fundamental de contribuir para a estabilidade macroeconómica do país, sobretudo na vertente dos produtos alimentares, ou fornecimento”, reconheceu Bráulio de Brito, também administrador do Entreposto Aduaneiro.
O Conselho Consultivo foi dirigido pelo Ministro do Comércio, Jofre Van - Dúnem Júnior. O evento contou, também, com a presença dos secretários de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, do Comércio, Amadeu Leitão Nunes, e da Agricultura e Floresta, José Carlos Bettencourt.
Criada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, em 2018, a Reserva Estratégica Alimentar consiste no armazenamento de produtos essenciais em locais estratégicos, visando a sua colocação no mercado em situação de emergência ou em períodos de ruptura, de modo a estabilizar a oferta e garantir a disponibilidade em quantidade, qualidade e preço.
A reserva deve ser constituída fundamentalmente por produtos nacionais, o que é um incentivo à produção nacional.

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