Política

Reserva Federal mantém os juros

A Reserva Federal (Banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa de juro directora num intervalo entre 0 e 0,25 por cento, bem como o ritmo de compra de activos no equivalente a 120 mil milhões de dólares por mês.

24/09/2021  Última atualização 09H15
Presidente da banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell © Fotografia por: DR
A compra de activos reparte-se, mensalmente, por 80 mil milhões de dólares em obrigações do Tesouro e 40 mil milhões em títulos garantidos por hipotecas, nos termos da decisão reafirmada na reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, sigla inglesa) da Fed realizada na terça e quarta-feira.

No entanto, a Fed emitiu sinais em relação ao "tapering” (início da retirada gradual de estímulos), ao declarar que "em breve poderá ser garantida” uma moderação no ritmo de compra de dívida.

"Se continuar a haver bons progressos, tal como se espera, o comité considera que em breve se poderá garantir essa moderação no ritmo de compra de activos”, sublinha o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC).
Os observadores de mercado esperavam que a Fed mantivesse os juros nos actuais mínimos históricos, mas estavam bastante expectantes quanto ao que iria ser anunciado em relação ao programa de estímulos da era pandémica.

A quarta-feira foi, também, dia de o banco central actualizar as previsões para o crescimento económico, emprego e inflação, revendo em baixa de 1,1 pontos percentuais a estimativa de crescimento do PIB em 2021, que coloca agora nos 5,9 por cento (contra os 7,0 por cento projectados em Junho).

Para 2022, a Fed reviu em alta de 0,5 pontos percentuais a sua previsão de crescimento do PIB, que coloca agora nos 3,8 por cento.

Já a taxa de desemprego é esperada agora nos 4,8 por cento este ano, 0,3 pontos percentuais acima das estimativas de Junho passado, enquanto para a taxa de inflação, que a Fed considera estar elevada, sobretudo, devido a factores transitórios”, a Fed projecta uma alta de 0,8 pontos percentuais este ano, para 4,2 por cento, embora antecipe uma desaceleração nos dois próximos anos.

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