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Repetição das autárquicas marcada pela violência

Port-Bouet, uma das comunas de Abidjan e o Grand-Bassam, duas das quatro regiões da Costa do Marfim que viram anuladas as eleições locais de 13 de Outubro passado, registaram este fim-de-semana violentos incidentes, durante a repetição do pleito, informaram ontem responsáveis locais.

18/12/2018  Última atualização 16H39
DR

Sylvestre Emmou, membro do Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI) liderado por Henri Konan Bédié, disse que a sede do seu partido foi apedrejada por desconhecidos, muitas pessoas foram agredidas e os seus bens saqueados.
Candidato favorito do PDCI, Sylvestre, acusa aqueles que tentaram invalidar o voto. “Mais de 10 mil boletins de voto desapareceram”, denunciou, tendo também falado da intimidação dos eleitores.
Do lado do Governo, Marcel Nguettia, director de campanha do outro favorito, Siandou Fofana, também acusa o PDCI de tentativa de fraude e de intimidação.
Com o objectivo de se evitar o pior, um importante dispositivo das forças da ordem foi desdobrado, patrulhando a área e controlando as assembleias de voto.
Em Grad-Bassan, a 30 quilómetros de Abidjan, uma histórica cidade balnear onde os incidentes pós eleitorais de Outubro duraram várias semanas, foram registados novos incidentes que perturbaram a votação, nomeadamente nas assembleias de voto favoráveis ao PDCI.
A plataforma da sociedade civil para a observação das eleições (POECI), que desdobrou 84 observadores em Grand-Bassam, Lakota e Port-Bouët, também denunciou actos de violência e tensões em vários locais de voto, nas comunas de Grand-Bassam e de Port-Bouët. A POECI insurgiu-se contra os impedimentos de os seus agentes poderem observar a votação, apesar de possuírem o cartão de acreditação atribuído pela Comissão Eleitoral Independente (CEI).

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