Desporto

“Renovação da Selecção Nacional feminina de Andebol é inevitável”

Teresa Luís

Jornalista

Em meio a polémica das ausências de Teresa Almeida “Bá”, Aznaide Carlos, Magda Cazanga e Natália Bernardo, da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, o seleccionador Filipe Cruz defende que a renovação é inevitável e tem a ver com o futuro.

21/10/2021  Última atualização 09H15
Ontem, as Pérolas trabalharam a força máxima no ginásio do Estádio 11 de Novembro © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
Ciente das responsabilidades, o treinador realçou a importância das pessoas lembrarem que o combinado angolano vai disputar outras competições importantes, a par do Campeonato do Mundo da Espanha de 1 a 19 de Dezembro, onde o grau de exigência é maior.
"Não há uma revolução à toda escala. A renovação tarde ou cedo seria feita. Há necessidade de olharmos para a "floresta” e não somente as "árvores”. Refiro-me ao futuro e aos próximos desafios.

Precisei de convocar outras atletas, por acreditar ser o momento ideal e possamos paulatinamente fazer a renovação, ou dar oportunidade às mais novas. Só assim podemos observar o comportamento das mesmas neste tipo de competição”, disse.
Cruz sublinhou que apesar de toda celeuma em torno do assunto,  a convocatória continua aberta e descarta relação com a idade das andebolistas.

"Por exemplo no CAN Angola deve manter a sua hegemonia. Temos apenas duas novatas, por isso devemos integra-las ao grupo, a Mbongo Masseu e a Liliane Mário. Marta Alberto e Vilma Nenganga já estiveram ao serviço da selecção, ou seja, regressaram. A Tcheza Pemba está na faixa dos 20. Logo, não é novata”.
No capítulo da eficiência, acrescentou o treinador, nos últimos cinco anos a prestação das jogadoras da primeira e segunda linha tem estado aquém do recomendável.

"Só para terem uma ideia, no mínimo atletas da primeira linha devem ter uma eficácia na ordem dos 50 por cento e as nossas estão abaixo. As da segunda recomenda-se o aproveitamento de 80 a 85 por cento, mas muitas estão abaixo dos 50. Portanto, de-vemos também analisar os dados estáticos”.

Quanto à chamada de uma única ponta esquerda, Filipe Cruz assegurou não haver nada de anormal, pois já aconteceu em outras ocasiões e a equipa técnica encontrou soluções junto do plantel. Por outro lado, pretendia chamar uma atleta do Petro de Luanda, mas a mesma está lesionada.

"Nas últimas duas competições só tínhamos uma ponta esquerda e nem por isso só ela jogou naquela posição. Por questões éticas prefiro não mencionar o nome da atleta petrolífera, mas ela está na faixa dos 30. Se não estivesse lesionada estaria connosco”.
Filipe Cruz não descarta a possibilidade de convocar o quarteto de "luxo” nos próximos compromissos da Selecção Nacional: "nada é fixo, tal como as pessoas pensam. Na próxima competição posso chamar as mais experimentadas. Tudo depende da prestação delas. Precisamos também valorizar as jogadoras mais novas”.


Operação Espanha'2021

Os testes de força máxima dominaram, ontem, a primeira sessão de treino da Selecção Nacional, no ginásio do Estádio 11 de Novembro, visando a disputa da 25ª edição do Campeonato do Mundo, a ter lugar na Espanha.
Hoje, as campeãs africanas realizam trabalhos de hipotrofia e corrida na pista do Estádio. Segundo o treinador, durante a sessão as jogadoras empenharam-se e deram o melhor, embora fosse o primeiro dia.

"Ainda é difícil avaliar aquilo que elas podem dar, o importante foi cumprir o programa. Agora temos os dados e a base para desenvolver o nosso trabalho. Quanto à corrida na pista não estamos preocupados com distância, mas pretendemos avaliar a capacidade aeróbica das  atletas”, disse.

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