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Rendimento per capita pode subir mais de 24 mil dólares

O Executivo deve privilegiar os sectores da saúde, educação e planeamento familiar, no sentido de aumentar o rendimento per capita no país para 24.600 dólares por indivíduo até 2054, contra os actuais 4.314, indica um estudo de Dividendo Demográfico (DD), realizado em 2018.

05/11/2019  Última atualização 13H41
DR © Fotografia por: Ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, considerou elevada a taxa de fecundidade no país, representando 6,2 filhos por mulher.

 Ao intervir no acto de lançamento do DD, o representante do Ministério da Economia e Planeamento, Pedro Palata, disse que o país, ao investir apenas no sector económico, terá em 2054 um PIB per capita de cerca de 15 mil dólares. Acrescentou que casos se aposte na economia e, em simultâneo, nos sectores da educação, saúde e planeamento familiar, o PIB será de 24.609 dólares por pessoa.

Segundo Pedro Palata, para que se impulsione a abertura da janela de oportunidades, economicamente, os ganhos seriam avaliados em seis mil dólares por habitante e com o cenário combinado cerca de 9.5049 dólares, o que representa a quantificação do dividendo demográfico que Angola espera até 2054.

No sector da Saúde, Pedro Patata explicou que o estudo indica que a taxa de uso de contraceptivo moderno passaria de 12,5 por cento para 60, de modo a diminuir a taxa de fecundidade no país.

O ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, considerou elevada a taxa de fecundidade no país, representando 6,2 filhos por mulher, o que impede a abertura da janela de oportunidade para a obtenção do dividendo demográfico.

Para o ministro, a alta taxa de fecundidade resultou num elevado rácio de dependência infantil e um rápido crescimento da população, referindo que tal situação compromete a capacidade do Governo e das famílias de economizar para investir na educação de qualidade e no desenvolvimento de um capital humano saudável.

"Esta é uma das razões do país em apostar nos domínios da saúde, educação, incluindo saúde sexual e reprodutiva, não só para desencadear a transição demográfica, por meio da redução das taxas de fecundidade, como também para que a transição da adolescência à idade adulta seja saudável", disse o ministro.

O governante disse que o estudo de Dividendo Demográfico foi elaborado com o propósito de avaliar as perspectivas do país, concernentes à obtenção do dividendo demográfico, dada a sua população maioritariamente jovem.

A ideia, de acordo Manuel Neto da Costa, é explorar políticas e programas prioritários, que devem ser adoptados para o efeito, tendo em conta as aspirações de desenvolvimento nacional.

O projecto sobre Dividendo Demográfico foi lançado em 2017 e os seus estudos realizaram-se em 2018, por uma equipa multissectorial de técnicos com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População, com objectivo de se investir no capital humano para optimizar o Dividendo Demográfico em Angola.

Entende-se por Dividendo Demográfico o beneficio económico quantificável em termos de Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que resulta da transição demográfica caracterizada por uma diminuição de nível de mortalidade e uma diminuição considerável nos níveis de natalidade.

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