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Rejeitada a candidatura do marechal Khalifa Haftar

Um tribunal de Zawiya, no Oeste da Líbia, determinou a exclusão da candidatura do homem forte da facção que controla o Leste do país, o marechal Khalifa Haftar, às eleições presidenciais do dia 24, informou a imprensa local.

03/12/2021  Última atualização 11H15
© Fotografia por: DR
A informação foi adiantada pelo jornal 'online' local The Libyan Observer e, a confirmar-se, esta rejeição junta-se às de Seif al-Islam Kadhafi, filho do ex-Presidente Muammar Kadhafi, e do chefe do Governo interino, Abdelhamid Dbeibah.

Ambos os candidatos apresentaram recursos contra a exclusão das suas candidaturas, noticia a agência EFE.
Seif al-Islam Kadhafi viu a sua candidatura rejeitada devido às acusações de crimes contra a humanidade que terá cometido durante a repressão à revolta que levou à queda do reinado do pai, Muammar Kadhafi, em 2011.

Já Abdelhamid Dbeibah teve a candidatura rejeitada por não ter renunciado com três meses de antecedência ao cargo que exerce, conforme é exigido pela Lei Eleitoral, que tem levantado polémica.

O filho do antigo Presidente Kadhafi acusou ainda as milícias associadas ao marechal Khalifa Haftar, no Sul do país, de "obstruírem à força” o processo eleitoral, ao cercarem o tribunal na cidade de Sebha para impedirem os juízes de decidirem o seu recurso.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram indivíduos armados, apresentados como pertencentes às forças de Khalifa Haftar, a bloquear o acesso ao tribunal de recurso da cidade semi-desértica, cerca de 650 quilómetros a sul de Tripoli.

A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (MANUL) tem manifestado preocupação com os últimos acontecimentos em torno das eleições, que entraram na semana decisiva para saber se irão decorrer na data fixada, tal como desejam os Estados Unidos e Estados-membros da União Europeia, ou adiada conforme é defendido entre vários centros de poder na Líbia, em particular aqueles próximos da Turquia.

O surpreendente anúncio de demissão do emissário especial da ONU para a Líbia, o eslovaco Jan Kubis, em 23 de Novembro, faz com que especialistas considerem "uma questão de dias” o adiamento das eleições.

Além das eleições presidenciais, as primeiras desde a independência da Líbia em 1951, também estão marcadas legislativas para a mesma data, para as quais existem já mais de 1.300 candidatos.

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