Sociedade

Reiterada aposta contra a violência   

Alberto Quiluta

Jornalista

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação reiterou, nessa sexta-feira, em Luanda, o compromisso de o Executivo continuar a apoiar as vítimas de qualquer tipo de violência, seja ela física ou moral, bem como o empoderamento da mulher.

26/11/2022  Última atualização 10H50
Jovens ligados às TICs trocaram experiências em Luanda © Fotografia por: ARMANDO COSTA | EDIÇÕES NOVEMBRO
Pascoal Alé Fernandes, que falava na abertura da II Edição do Festival "REMA For TICs”, sob lema "As TICs no combate à violência contra as mulheres”, disse que o evento prova o quanto os jovens têm se dedicado em desenvolver projectos e ideias, visando o combate à violência contra as mulheres no país.

"As Tecnologias de Informação e Comunicação desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e competitividade de qualquer país à escala mundial”, referiu, acrescentando que a violência contra as mulheres é um flagelo social que contribui para a desestruturação e instabilidade emocional da família, o núcleo fundamental da sociedade.

Segundo o governante, a sociedade deve estar atenta às denúncias viabilizadas pelas TICs, de modo a serem combatidos os casos de violência contra as mulheres.

O secretário de Estado lembrou que dados do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, referentes aos nove municípios de Luanda, dão conta que os casos de violência doméstica tendem a aumentar, com destaque aos de ofensas corporais, morais, fuga à paternidade, incumprimento de mesada, abandono e ameaças de morte.

"As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) foram consideradas e usadas mais uma vez como ferramentas estratégicas e oportunas no combate à violência contra a mulher”, referiu.

Acrescentou que as Tecnologias de Informação e Comunicação proporcionam a disseminação de conhecimentos. 

Casos registados

Por seu turno, a chefe do Departamento de Tecnologia e Informação da Rede de Mediatecas de Angola (REMA), Ana Campos, defendeu a necessidade urgente de o Executivo criar novas políticas para o combate à violência doméstica no país, por apresentar números alarmantes.

Fez saber que, de Janeiro a Outubro do corrente ano, foram registados 1.064 casos de violência contra a mulher em todo o país.

"Temos que olhar mais para as tecnologias e a criação de aplicativos eficazes que possam evitar situações de atrocidade”, lembrou.

Ana Campos pediu ao Governo maior aposta em projectos dos jovens que trabalham com as Tecnologias de Informação e Comunicação, que são fundamentais para o desenvolvimento e competitividade do país. 

O evento serviu, também, para despertar o interesse juvenil pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (Tics), inovação social, empreendedorismo sociocultural e o princípio de partilha de conhecimentos entre jovens.

No local (Mediateca de Luanda), reuniram-se uma centena de jovens que apresentaram e trocaram impressões sobre distintas áreas.

A Rede de Mediatecas de Angola é um projecto do Executivo angolano que visa dotar o país de um conjunto de infra-estruturas que permitam apoiar a população ao nível da educação, tecnologia, ciência, cultura e arte.

Participaram na II Edição do Festival REMA For TICs, universidades públicas e privadas, bem como instituições do ensino médio e técnico-profissional.

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