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Rei Mswati III apela à calma e ao diálogo

O monarca Mswati III apelou à calma e ao diálogo no reino de eSwatini, após a visita, no fim-de-semana, de mediadores regionais para tentar resolver a crise nacional e os tumultos mortais, revelou, ontem, a Reuters.

25/10/2021  Última atualização 04H10
Monarca endereçou condolências aos familiares das vítimas © Fotografia por: DR
Anteriormente conhecido como Swazilândia, o país foi abalado por manifestações que começaram em Junho, que motivou a mobilização do Exército e o bloqueio da Internet.
As mais recentes duraram mais de duas semanas, lideradas por estudantes, funcionários públicos e trabalhadores do sector  do transporte.

O Primeiro-Ministro, Themba Ginindza, disse por via da conta do Governo no Twitter que  "o Rei Mswati III anunciou que um processo de diálogo nacional terá início” após um ritual anual que começa em Novembro e pode durar vários meses.

Durante a cerimónia conhecida como Incwali, o Rei isola-se e não participa das actividades oficiais do Governo.
Ginindza também indicou que o monarca pediu calma e "o fim de toda a violência, já que não pode haver diálogo enquanto os ânimos estiverem tão elevados”.

"Sua Majestade enviou-nos para transmitir as nossas mais sinceras condolências a todos os que perderam entes queridos durante os motins”, prosseguiu o chefe do Executivo.
A Polícia informou que 37 pessoas morreram desde o início dos violentos protestos contra a monarquia. No entanto, o grupo cívico local Leftu Sonkhe Institute of Strategic Thinking and Development afirmou que os distúrbios já deixaram quase 80 vítimas fatais.
 Na quinta-feira, o Governo proibiu qualquer tipo de manifestação.

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