Coronavírus

Regulador europeu inicia avaliação de nova vacina da Sanofi Pasteur

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) anunciou ontem que iniciou o processo de avaliação contínua de uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.

21/07/2021  Última atualização 09H22
© Fotografia por: DR
"O Comité de Medicamentos para uso Humano da EMA deu início à revisão contínua da Vidprevtyn, uma vacina Covid-19 desenvolvida pela Sanofi Pasteur”, adiantou o regulador europeu em comunicado.

A revisão contínua é uma ferramenta regulatória que a EMA usa para acelerar a avaliação de um medicamento promissor, durante uma emergência de saúde pública, como é o caso da pandemia de Covid-19, tendo sido utilizado para as quatro vacinas já aprovadas.

Segundo a agência responsável pela aprovação de medicamentos na União Europeia, a decisão de avançar com a revisão contínua do fármaco é baseada em resultados preliminares de estudos laboratoriais (dados não clínicos) e clínicos em adultos, que sugerem que a Vidprevtyn "desencadeia a produção de anticorpos que têm como alvo o SARS-CoV-2, o vírus que causa Covid-19, e pode ajudar a proteger contra a doença”.

"A EMA avaliará os dados à medida que estiverem disponíveis para decidir se os benefícios (desta vacina) superam os riscos”, através de uma análise em conformidade com os padrões adoptados na União Europeia para a eficácia, segurança e qualidade de medicamentos, assegurou.

Sem adiantar prazos para uma eventual `luz verde´ à Vidprevtyn, o regulador europeu adiantou ainda que este processo de avaliação "deve levar menos tempo do que o normal”, devido ao trabalho realizado durante a revisão contínua dos dados.
A EMA já aprovou quatro vacinas para comercialização nos Estados-membros, nomeadamente, da Pfizer/BioNTech, da Mo- derna, da Janssen (grupo Johnson & Johnson) e da AstraZeneca.

Além Vidprevtyn da Sanofi Pasteur, o regulador tem em curso a avaliação contínua de outras quatro vacinas: a norte-americana Novavax, a alemã CureVac, a chinesa Sinovac e a Sputnik V, esta última desenvolvida pelo Centro Ga- maleya de Epidemiologia e Microbiologia da Rússia.

Na semana passada, o regulador europeu disse à Lusa que mantém a revisão contínua destas vacinas contra a Covid-19 até que existam dados suficientes que permitam às empresas farmacêuticas solicitar, formalmente, a sua introdução no mercado.

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