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Registados 12 mil crimes em seis meses

A província de Luanda registou, durante o primeiro semestre deste ano, 12.772 crimes diversos, sendo que cada município teve uma média de 1.400, o que corresponde a 70 crimes por dia, deu a conhecer hoje, o segundo comandante provincial da Polícia Nacional.

26/09/2019  Última atualização 18H19
João Gomes |?Edições Novembro © Fotografia por: Psicólogo clínico Adriano Faustino chama a atenção dos pais para alguns sintomas de suicídio

Ao dissertar durante uma palestra sob o tema: “Educação rodoviária e prevenção à criminalidade”, enquadrada na Feira Cidade do Empreendedor, que decorre na Baia de Luanda, Divaldo Martins, disse que de Janeiro a Julho de 2019, houve um aumento na ordem dos 320 crimes, comparativamente ao primeiro semestre do ano transacto.

Divaldo Martins revelou que os crimes de contra a propriedade, particularmente dos roubos e furtos são os que mais ocorrem nos nove municípios de Luanda, representando 70 por cento do total geral da criminalidade registada na província, com cerca de oito milhões de habitantes.
Os delitos contra as pessoas, onde se destacam os homicídios voluntários, representam quatro por cento do total de crimes cometidos em Luanda, disse na ocasião o sub-comissário, tendo realçado que a taxa de criminalidade é de 160 e em cada 100 mil habitantes, pelo menos um já foi vítima de um crime.
Os homicídios frustrados e as ofensas corporais que registaram também números expressivos, são também outro tipo de crimes frequentes na nossa realidade criminal na capital, disse o segundo comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional.
Em Luanda, de acordo com o subcomissário Divaldo Martisn, o roubo com recurso à motorizadas, sofreu um aumento de 189 casos, comparativamente a igual período do ano anterior.
Bairros não estruturados, do ponto de vista urbanísticos, sem iluminação pública, com uma elevada taxa de desemprego por parte dos habitantes com dificuldades sociais económicas, têm reflexo na tipologia criminal e contribui, cada vez mais, para que a juventude entre para o mundo do crime.
No que toca ao elevado número de roubos, com recurso a arma de fogo, o segundo comandante provincial da Polícia Nacional disse que há uma certa diferença daquilo que acontecia há quase dez anos.
“Naquele período, raramente eram registados elevados roubos acompanhados com armas de fogo, como nos dias de hoje. Actualmente, os indivíduos primeiro roubam as armas de fogo e começam a cometer os crimesf.
De Janeiro a Julho, a Polícia Nacional registou um aumento de acidentes rodoviários, com realce para os atropelamentos que resultaram na morte de 119 pessoas.
“Para nós enquanto agentes da Polícia Nacional e encarregues de manter a segurança e tranquilidade das populações, este números, em termos de estatísticas, não preocupam muito, mas sim as consequências que estes trazem”, sublinhou.
O segundo comandante provincial da Polícia Nacional apontou algumas soluções para melhorar a segurança em Luanda, que passam pela implementação do projecto “Nossa Esquadra”, com a criação de mais esquadras policias, nomeadamente na Centralidade do Kilamba, Ilha do Cabo e no Quilometro nove.
Outro grande projecto é o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), que se encontra em fase de experimentação, que vai ter o controlo de 700 câmaras de vídeo vigilância a nível da província, estando já, neste momento instaladas 75 por cento destas.
“Acreditamos que se melhoramos a nossa capacidade de intervenção e investigação, vamos melhorar a nossa segurança e combater com mais eficiência a criminalidade em todo país”, assegurou Divaldo Martins.

 

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