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Refriango e Coca-Cola vão gerar 300 empregos

A Refriango formalizou, este sábado, a parceria com a Coca-Cola, através da qual vai produzir, engarrafar e distribuir os produtos da multinacional americana em Angola, num investimento de 28 milhões de euros e que vai gerar 300 empregos.

26/06/2022  Última atualização 08H30
Responsáveis das empresas estabeleceram parceria para distribuição dos produtos Coca-Cola © Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro

Em declarações aos jornalistas, à margem do evento em que foi formalizada a parceira, ontem, no complexo industrial do Kikuxi (Luanda), o presidente executivo da Refriango, Diogo Caldas, sublinhou que este é "um novo ciclo” para a empresa e assegurou que as bebidas vão ser produzidas com a máxima qualidade.

"A Refriango conta com um dos melhores laboratórios do país e que assegura a qualidade que já era exigida nos produtos que temos”, afirmou Diogo Caldas, citado pela Lusa. "Na auditoria que a Coca-Cola fez à Refriango este foi um dos pontos positivos” para a empresa que vai substituir a Castel como engarrafador oficial em Angola. Além do investimento na área de marketing, para reforçar a notoriedade das marcas no mercado, vão ser contratadas 300 pessoas para a área comercial e foram feitas alterações na linha de enchimento para produzir as bebidas em lata, PET (plástico) e garrafa, inteiramente destinadas ao mercado angolano, disse Diogo Caldas.

No âmbito deste acordo, a Refriango passou a assumir a preparação, embalagem, distribuição e comercialização da Coca-Cola, Fanta, Sprite, Minute Maid e Schweppes, produtos da marca da The Coca-Cola Company em Angola, já a partir da próxima semana.

Em termos de litros, Diogo Caldas estima que a produção vai aumentar entre 20% e 30% em relação ao que se fabricava na Refriango, e salientou que a parceria envolve também, além da área industrial, projectos de responsabilidade social e na área da sustentabilidade. As expectativas de crescimento do negócio, continuou, são "positivas” e o líder da Refriango admite um crescimento na ordem dos dois dígitos até ao final do ano.

"Depois da Covid-19, o mercado está a crescer e sentem-se alguns impactos macroeconómicos que estão a reflectir-se no mercado e a aumentar o consumo. Temos vindo a adaptar o nosso portefólio e a trazer produtos mais acessíveis ao consumidor, estamos a viver um momento positivo e a crescer de forma geral, estamos a fazer uma grande aposta não só nas marcas não- alcoólicas, mas também nas cervejas”.

A mudança de parceiro comercial da Coca-Cola em Angola, onde era anteriormente representado pelo grupo francês Castel, foi anunciada em Maio, no âmbito de uma estratégia de reestruturação da multinacional de bebidas em vários países africanos.


 Alinhamento dos parceiros é decisivo

O vice-presidente da Coca-Cola para a África Ocidental, Ilhas e Centro África, Rodrigue Bila, adiantou que a empresa trabalha com engarrafadores locais em vários países e que, neste modelo, para ser bem sucedida, o alinhamento dos parceiros é decisivo.

"Temos de ter uma visão comum para o crescimento e para a sustentabilidade, para termos uma parceria saudável”, indicou, sublinhando que a qualidade do produto vai ser a mesma e que a companhia tem elevados padrões de qualidade em todo o mundo.

Segundo o semanário Expansão, o grupo Castel, que perdeu a Coca-Cola para a Refriango, estará agora em negociações com a rival Pepsi.

A Castel e a Refriango, pertencentes ao grupo do empresário português Luís Vicente, são as principais empresas de bebidas no mercado angolano.

A Refriango detém um dos maiores complexos industriais com mais de 42 hectares, 2.400 trabalhadores e 27 linhas de enchimento.

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