Economia

“Reformas definem sector angolano dos Transportes”

O ministro dos Transportes definiu, ontem, em Moçâmedes, o actual estágio de evolução do sector pela concretização das reformas alinhadas às melhores práticas internacionais, assentes em mudanças profundas no domínio da produtividade e nos planos de desenvolvimento 2018-2038.

05/07/2022  Última atualização 08H35
Ministro dos Transportes pronuncia discurso na abertura do 14º Conselho Consultivo © Fotografia por: Jeovani Cola | edições noivembre | namibe

Ao falar na abertura do 14º Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, que encerra, hoje, naquela cidade, Ricardo de Abreu considerou a palavra "reforma” como "a mais certa” para definir o sector com base nas acções desenvolvidas nos últimos cinco anos.

No encontro, que decorre sob o lema "Cinco anos de reformas rumo ao desenvolvimento sustentável”, o ministro indicou que, no domínio das reformas, o pelouro tem estado a trabalhar para o crescimento de  uma mobilidade humana sustentável nas cidades angolanas e por esta via tornar as comunidades "mais inclusivas, seguras e resilientes ”.

O investimento nos sectores marítimo, portuário, rodoviário, ferroviário e aéreo, bem como as reformas sobre a infra-estrutura modal demonstram maior produtividade, até ao ponto de certos operadores angolanos poderem comparar-se, nesse aspecto, às companhias internacionais líderes na actividade.

"O nosso plano de reestruturação encontra-se já numa fase bastante avançada, posso, até, afirmar que já estamos na fase de consolidação das reformas”, afirmou o responsável, apontando, nesse domínio, a vigência de um quadro institucional diferente daquele que encontrado em 2018, assim como novos órgãos de regulação e supervisão, bem como um quadro legal capaz de atrair investidores privados.

Os desafios prendem-se com a adequação e modernização das infra-estruturas, aumento do nível de competitividade e integração às cadeias regionais e globais, bem como a qualificação do capital humano, apontou o titular do pelouro.

 Ricardo de Abreu acrescentou que com base nesses desafios, o Governo pode prover infra-estruturas de transportes de qualidade, confiável, sustentável e resiliente, incluindo infra-estruturas regionais e transfronteiriças para apoiar o desenvolvimento e o bem-estar humano, com foco no acesso equitativo e a preços baixos.

Ontem, no primeiro dia da realização do encontro, os participantes discutiram um documento de balanço das actividades do sector, assim como temas ligados à transformação digital e capital humano.

 

Obras no Saco Mar

O 14º Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, naquela cidade, realiza-se em vésperas do arranque das Obras de Requalificação da Baía de Moçâmedes, assim como da modernização das infra-estruturas do Cais Portuário e do Porto Mineraleiro do Saco Mar, orçadas em 600 milhões de dólares, em 85 por cento financiados pelo Banco de Desenvolvimento de África Austral.

O governador do Namibe, Archer Mangueira, manifestou expectativas quanto à prevista prioridade da subcontratação de empresas locais para a obra, pelo que isso representa no recrutamento e formação dos jovens locais para preencher as "muitas centenas de postos de trabalho directos” que serão criados.

O universo das profissões previsto para a fase das obras e as posteriores inclui a gestão das operações portuárias e de equipamentos, logística, tramitação de comércio externo e a operação de equipamentos, como gruas de contentores, navios e radares, projecta o governador.

Archer Mangueira cinsiudera que, uma vez em funcionamento, e, consolidadas as "centenas de novos empregos”, essa infra-estrutura pode gerar ainda mais oportunidades de negócio, investimentos e criação de empregos qualificados para os jovens que agora frequentam a Universidade do Namibe e o ensino médio nas escolas dos cinco municípios da província.

O governador do Namibe apelou à Agência Marítima Nacional para estabelecer os mecanismos de certificação destes profissionais e implementar os códigos marítimos exigidos para colocar o país na "Lista Branca” da Organização Marítima Internacional (OMI). Para tal, garante o apoio e empenho da Universidade do Namibe e suas áreas científicas.

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