Sociedade

Reforçadas acções para o combate à doença do sono

Edna Mussalo

Jornalista

Cinquenta e três especialistas da área da Saúde serão formados em matéria de diagnóstico da doença do sono, através de novas técnicas de testes rápidos, de maneira a mitigar a doença no país, avançou, esta segunda-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública.

10/05/2022  Última atualização 10H15
© Fotografia por: DR

Franco Mufinda, que falava durante o acto de abertura da acção formativa, disse que o programa será ministrado por quatro técnicos da República do Congo e contará com profissionais das províncias endémicas (Bengo,Cabinda,  Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Malanje, Uíge, Zaire e Luanda), onde serão, também, formados 19 especialistas de Saúde das Forças Armadas e da Polícia Nacional.

Acrescentou que a formação terá a duração de cinco dias e surge no âmbito de uma parceria entre os dois países com a Fundação para a Inovação de Novos Diagnósticos (FIND), num projecto transfronteiriço.

"Este projecto teve início em 2016 e abrangendo Angola, RDC e Brazaville, cujo objectivo é eliminar a doença do sono na região ", disse.

O secretário de Estado referiu existir uma estratégia de controlo da doença do sono, visando a sua eliminação como problema de saúde pública, assente em pilares fundamentais como a ampla formação dos técnicos das províncias endémicas, diagnóstico da doença através do rastreio activo da população em risco e rastreio passivo através da integração de testes de diagnósticos rápidos.

A vigilância dos municípios que constituem focos activos, tratamento e seguimento de todos os casos novos, colocação de armadilhas e contagem das moscas capturadas, para avaliação  e controlo da mosca tsé-tsé, acções de fumigação em grande escala, bem como pulverização domiciliar e de lagoas onde circulam as lavras fazem parte das estratégias de controlo e combate à doença.

Segundo Franco Mufinda, o Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases registou um aumento no número de casos da doença do sono, tendo sido diagnosticados, no ano passado,  174 doentes, contra 33 de 2020.

O chefe da delegação de formadores da RDC, Simom Kayembe, disse ser uma formação importante, por ser o diagnóstico o primeiro caminho para o combate à doença.

Disse que, actualmente, o Congo tem a doença a ser controlada e a caminho da sua eliminação. Segundo a directora-geral do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíses, Constantina Machado, a formação abrange médicos, técnicos de análise clínicas e de enfermagem, de forma a melhorar o diagnóstico da doença e o seu tratamento.


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