Economia

Refinaria do Soyo vai reduzir importação de derivados

Victor Mayala | Soyo

Jornalista

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou, ontem, que a construção de Refinarias nas regiões do Soyo (Zaire), Cabinda e Lobito (Benguela), delineada pelo Executivo, vai permitir que Angola alcance, a médio prazo, a independência em termos de derivados de petróleo.

14/05/2022  Última atualização 09H55
A infra-estrutura em construção foi concebida com uma visão orientada para o futuro © Fotografia por: Adolfo Dumbo | Edições Novembro | Soyo

"Este projecto enquadra-se na estratégia do Executivo para alcançarmos a independência em termos de derivados de petróleo”, disse Diamantino Azevedo, minutos antes de proceder ao lançamento da pedra que simboliza o início das obras da construção da Refinaria do Soyo. A cerimónia foi testemunhada, entre outras entidades, pelo embaixador dos EUA em Angola, Tolinabo Mushingi, e pelo governador provincial do Zaire, Pedro Makita.

O ministro avançou que a Refinaria do Soyo vai contribuir para o estreitamento, cada vez maior, das relações entre os EUA e Angola, além de permitir a formação técnica de jovens angolanos e fomentar o turismo. 

Informou que a infra-estrutura "foi concebida com uma visão orientada para o futuro e deverá ter em conta todos os aspectos da emissão de gases para a atmosfera”, disse. Tem, uma componente social importante, que se consubstanciará na melhoria da qualidade de vida da população da província e do país no geral. 

O ministro anunciou que a Refinaria de Luanda vai registar, nos próximos tempos, melhorias em termos de tecnologia, vai permitindo triplicar a quantidade de produção de gasolina.

O administrador executivo da Sonangol, Baltazar Miguel, afirmou que a Refinaria do Soyo dará resposta às necessidades de consumo do país, sublinhando que deverá produzir cerca de cinco milhões de toneladas métricas de produtos refinados por ano, nomeadamente gasóleo, gasolina, jet e fuel oil, que serão gerados através do processamento diário de 100 mil barris de petróleo bruto. 

Baltazar Miguel lembrou que com a implementação do projecto, a Sonangol deverá reduzir o esforço financeiro de importação dos derivados de petróleo.

O presidente do Conselho de Administração da Quanten, Sagen Thomas, destacou a importância da Refinaria para o desenvolvimento económico da região e do país. 

"O embaixador dos Estados Unidos, Tolinabo Mushingi, considerou o projecto uma conquista impressionante”.

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