Economia

Refinaria do Lobito tem cinco candidatos

Cinco propostas, três de consórcios (um dos quais envolvendo a angolana Omatapalo e outros fortemente dominados por companhias chinesas) e duas de empresas, concorrem para o contrato de investimento na Refinaria do Lobito, anunciou a Sonangol num comunicado emitido depois da abertura das propostas, sexta-feira, naquele município de Benguela.

17/10/2021  Última atualização 07H57
Representantes institucionais e empresariais no acto de abertura das propostas © Fotografia por: DR
A companhia indicou que um dos consórcios é constituído pela LANPEC Technology Limited (da China) e International Business Development Group (IBD, dos Estados Unidos), sendo o segundo integrado pela Gemcorp Holding Limited (a britânica já seleccionada investidora da Refinaria de Cabinda) e a Omatapalo Engenharia e Construção SA.

O outro integra a HullByth Man Power Comércio Geral e Prestação de Serviços (HBMP), a AVIC International Beijing Co Ltd e a China Huanquiu Contacting & Engineering Co Ltd, enquanto as duas empresas são e Layher (Pty) Ltd e a GazMin International.

A abertura das propostas, na qual participaram o secretário de Estado para o Petróleo, José Barroso, e o administrador da Sonangol Joaquim Fernandes, ocorreu em conformidade com o programa de licitação lançado a 9 de Julho pela petrolífera estatal angolana, de acordo com o comunicado.

A companhia declarou que, nas fases posteriores à licitação, está previsto um processo de avaliação, clarificação das propostas e "due dlligence” (diligência prévia), a qual decorre até 26 de Novembro, dando lugar ao anúncio das empresas que vão integrar, com a Sonangol, a estrutura societária da Refinaria do Lobito.

A refinaria, projectada para processar 200 mil barris de petróleo por dia, terá capacidade para prover oito mil postos de trabalho directos e indirectos na fase de construção e quatro mil na fase de produção.

As expectativas do Governo em relação à Refinaria do Lobito estão alinhadas à decisão da reversão do défice que leva o país a importar 80 por cento do combustível que consome, num projecto que inclui a modernização e expansão da única unidade do género a operar no país, a Refinaria de Luanda, bem como a edificação de duas outras, uma no Soyo e outra em Cabinda.


Velocidade cruzeiro nas obras em Cabinda

Depois do Presidente João Lourenço ter reafirmado, sexta-feira, no discurso do Estado da Nação, os planos iniciais de conclusão da primeira fase da construção da Refinaria de Cabinda no primeiro semestre de 2022, fontes ligadas ao processo disseram ao Jornal de Angola que as operações de construção daquele empreendimento "estão em velocidade cruzeiro”.

Enquanto os equipamentos são produzidos em Houston, Estados Unidos, uma parte dos quais já desembarcados no país, em Malembo, uma localidade situada a 30 quilómetros da cidade de Cabinda onde a refinaria está a ser implantada, decorrem obras cruciais para a empreitada.

As primeiras operações concluídas com sucesso foram a desminagem e desmatação da área de implantação, ao que se seguiu a terraplanagem, fundações e restante trabalho de Engenharia Civil, no que se considera serem as principais operações em obras do género.

Também estão em curso trabalhos no mar, como batimetria (medições)  e construção de CBM (bóias de amarração) para atracagem dos navios que fornecem petróleo bruto à refinaria e os que, daí, levam os refinados, com o que se acredita que a primeira fase fica concluída nos prazos estabelecidos.

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