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Referendo à Constituição é considerado “ilegítimo”

O referendo aprovado pelos eleitores egípcios que permite ao Presidente Abdel-Fattah Al-Sisi prolongar o mandato até 2030 decorreu num clima “injusto e sem liberdade” e “não possui legitimidade”, considerou a Human Rights Watch (HRW), de acordo com a Reuters.

28/04/2019  Última atualização 10H01
DR © Fotografia por: Abdel-Fattah Al-Sisi

Aquela organização não-governamental considerou que a votação sobre as emendas constitucionais, organizada durante três dias e concluída na segunda-feira, ficou “assinalada por sérias irregularidades”, incluindo os relatos sobre cidadãos forçados a votar, ou aliciados com comida e dinheiro.
“As alterações constitucionais são uma vergonhosa tentativa de impor o poder militar sobre a governação civil, e o referendo decorreu num clima tão injusto e sem liberdade e que os resultados não podem ser considerados legítimos”, referiu Michael Page, vice-director da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, numa declaração emitida após o anúncio dos resultados.
Na terça-feira, as autoridades referiram que as alterações constitucionais foram aprovadas por 88,83 por cento dos eleitores, com uma taxa de participação de 44,33 por cento. As emendas prolongam o mandato presidencial de quatro para seis anos, mas incluem uma cláusula especial que alarga o actual mandato de al-Sisi até 2024 e permite que se apresente a um novo mandato de seis anos.
As alterações constitucionais reconhecem os militares como “guardiães e protectores” do Estado egípcio e reforça os poderes dos tribunais militares para o julgamento de civis.

 

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