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Rede de distribuição de água do Dundo está a ser ampliada

Armando Sapalo | Dundo

Jornalista

Trabalhos de expansão da rede de distribuição de água, em curso desde o passado mês de Agosto, vão fazer com que, até ao princípio do próximo ano, mais de 22 mil famílias de bairros periféricos e periurbanos da cidade do Dundo, capital da Lunda-Norte, deixem de recorrer a rios e/ou camiões-cisternas de água.

26/10/2022  Última atualização 11H49
Governadora da Lunda-Norte avaliou trabalhos em curso que visam melhorar o abastecimento de água à população © Fotografia por: Armando Sapalo | Edições Novembro

O projecto está a ser financiado pelo Banco Mundial, segundo o encarregado de obras, Nicolas  Ferrero, afecto à empresa Elecnor.

O responsável acrescentou que já foram concluídos os trabalhos nos bairros Aeroporto e Camaquenzo, onde foram feitas 5.700 ligações domiciliárias, para igual número de famílias.

Em declarações à imprensa, à margem da visita de campo que a governadora da Lunda-Norte, Deolinda Vilarinho, efectuou, segunda-feira, ao sector das Águas, Nicolas  Ferrero disse que, no final do corrente mês, 3.066 famílias da zona habitacional do Caraquenho - 1, também, contam com a água canalizada. 

Deu a conhecer que, em Novembro, serão beneficiadas 6.675 famílias do bairro Caxinde. 

Segundo Nicolas Ferrero, no início do próximo ano vão ser abrangidos cinco mil agregados familiares no bairro Satxindongo.

O projecto está avaliado em 1.982.288.482,79 kwanzas e fica concluído com a instalação da rede de distribuição de água no centro urbano da cidade do Dundo.

 Abastecimento regular

O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Pública de Águas e Saneamento da Lunda-Norte (EPASLN), André Camilo, garantiu que os dois sistemas de captação de água do Dundo, nomeadamente do Luchimo e Mussungue, funcionam com regularidade, apesar de necessitarem de reforço e reabilitação das electrobombas.

A captação do Luachimo tem capacidade para produzir 560 metros cúbicos por hora, ao passo que a do Mussungue são 316 metros cúbicos/hora, suficientes para abastecer a população da cidade do Dundo, segundo o dirigente.

Acrescentou que os sistemas de captação são assegurados por dois laboratórios, para análise da qualidade da água.

O PCA da EPASLN disse que a grande preocupação reside no volume da dívida, avaliada em 500 milhões de kwanzas, contraída por clientes e instituições públicas.

A EPASLN controla dezassete mil clientes, metade dos quais na cidade do Dundo.

André Camilo lembrou que os atrasos substanciais que se registam no pagamento do consumo da água fazem com que a EPASLN tenha dificuldades em pagar salários, bem como na manutenção e aquisição de equipamentos.

O vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Domingos  Dala, anunciou que está em curso a aquisição de electrobombas para a captação do Luachimo, que funciona  a 75 por cento, para melhorar o sistema de abastecimento de água à cidade do Dundo. 

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