Economia

Recredit quer permissão para integrar outras sociedades

A Recredit SA, constituída para comprar todo o crédito malparado do Banco de Poupança e Crédito (BPC), pretende, nos próximos exercícios económicos, obter autorização jurídica e dos accionistas para adequar o seu perfil operacional e assim poder vir integrar outras sociedades no quadro da reformulação do plano estratégico e procura de maior rentabilização do negócio.

14/06/2021  Última atualização 14H15
A instituição financeira foi constituída para comprar todo o crédito malparado do BPC © Fotografia por: Edições Novembro
De acordo com os argumentos apresentados pelos gestores, esta pretensão visa não só rentabilizar, mas também conceder um certificado de idoneidade da instituição junto de outros parceiros.

Esta pretensão, de resto, está expressa na nota anexa às Demonstrações Financeiras até 31 de Dezembro de 2020, publicadas, recentemente, no Jornal de Angola e que obteve parecer favorável dos membros do Conselho Fiscal.

O mesmo Conselho Fiscal reconheceu a necessidade de constituírem-se imparidades para o crédito por recuperar, todavia, admite também que os três edifícios recebidos de um acordo com o Banco de Negócios Internacional (BNI) em troca de Títulos do Tesouro indexados à moeda estrangeira podem ser contabilizados no património da instituição pese embora só possuírem um atestado provisório de cedência.

As contas da Recredit anuíram a segunda compra de mais de 900 mil milhões de kwanzas do malparado do BPC e colocam dúvidas com a recuperação plena, em 10 anos, do total do crédito duvidoso.

Todavia, acompanhando o parecer do auditor externo, os fiscalistas da Recredit congratulam-se com o reconhecimento de 66 por cento do crédito em mora e vão continuar a identificar as melhores vias para recuperar os outros 33,3 por cento de elevada incerteza sobre a sua captação nos prazos.

Quanto ao resultado líquido do exercício, a Recredit obteve um lucro negativo, fruto também das adversidades em que opera nessa fase de forte pressão gerada nas contas pela pandemia da Covid-19.

Por outro lado, os membros do Conselho Fiscal  manifestaram alinhamento às reservas de opinião dos auditores externos, uma vez expressar a verdade das contas e da situação patrimonial da empresa.

A tudo isso, acrescentaram os fiscalistas, assim como o fizeram os auditores externos, as incertezas da Covid-19 no negócio da empresa é tal, que apenas recomenda atenção redobrada aos gestores.
Conforme atesta, a Recredit deferiu a favor do Tesouro um valor de 3,80 mil milhões de kwanzas recuperados junto de devedores.

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