Política

Reconhecida liderança de Angola na estabilidade dos Grandes Lagos

Garrido Fragoso

O empenho de Angola em acções de promoção da paz e segurança internacionais, com destaque para a liderança na Região dos Grandes Lagos, foi reconhecido, quinta-feira(12), em Luanda, pelo presidente da Assembleia-Geral da ONU, Abdulla Shahid, como um contributo fundamental no cumprimento da agenda do multilateralismo e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

13/05/2022  Última atualização 09H05
Chefe de Estado, João Lourenço, foi felicitado pela liderança na estabilidade da região © Fotografia por: Santos Pedro | Edições Novembro

Abdulla Shahid, que se pronunciou sobre o desempenho do Estado angolano no final do encontro com o Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial à Cidade Alta, disse, à imprensa, estar satisfeito com as iniciativas políticas do Governo, por se mostrarem eficazes na prevenção e afastamento de ameaças à paz.

"Angola é um país bastante importante para as Nações Unidas, porque está comprometido com o multilateralismo. É, também, daqueles países que apoiam e se batem pela aplicação e respeito dos princípios da Carta da ONU”, declarou o titular da Assembleia-Geral da ONU.

No contexto dos desafios globais, Abdulla Shahid referiu, a propósito, que os "tremendos desafios” do mundo no combate à pandemia da Covid-19 e a guerra na Ucrânia, fazem ver que há necessidade de se observar o multilateralismo, por forma a se minimizar os "problemas acrescidos” com que se debatem os países, não importando se são desenvolvidos, menos desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento.

"Todos esses desafios só podem ser resolvidos através do multilateralismo”, sublinhou, tendo defendido mais financiamentos para se garantir a segurança alimentar e energética, bem como o desenvolvimento sustentável dos diferentes Estados. Neste aspecto, realçou que as medidas tomadas pelo Governo angolano contra a desertificação e mudanças climáticas, apontando, como  exemplo, o canal de Cafu (Sistema de Transferência de Água do Rio Cunene), concebido para combater a seca severa e beneficiar um total de 230 mil habitantes e 255 mil cabeças de gado na região Sul do país.

O presidente da Assembleia-Geral da ONU, Abdulla Shahid, visita, hoje, o canal de Cafu, para constatar a importância do sistema de transferência de água, a partir do rio Cunene, na vida das famílias que habitam as localidades de Ombala-Yo-Mungo (município de Ombadja), Namacunde e Ndombondola.

 Agradecimentos

Abdulla Shahid considerou "frutífero” o encontro com Chefe de Estado, João Lourenço, com quem debateu sobre questões de interesse comum. "Aproveitei a ocasião para, em nome das Nações Unidas,  exprimir os agradecimentos a Angola e desejar os melhores votos ao seu povo, Governo e ao Presidente da República”, frisou o presidente da Assembleia-Geral da ONU.

Desde que chegou ao país, na quarta-feira, o responsável da ONU fez saber que já passou em revista assuntos ligados à cooperação entre Angola e as Nações Unidas, durante o encontro com o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

Com a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas no país, o presidente da sua Assembleia-Geral, Abdulla Shahid, orientou para a mesma continuar a trabalhar com o Governo, a fim de elevar, cada vez mais, o bem-estar das populações.

 O presidente da Assembleia-Geral da ONU cumpre uma visita ao país, desde quarta-feira, depois de passar pela cidade de Abdjan, Côte d'Ivoire, no quadro do périplo que efectua por alguns países do continente africano.

Presidente João Lourenço abordou a cooperação

 
O Presidente da República, João Lourenço, abordou, esta quinta-feira(12), o estado das relações entre Angola e a França, numa conversa telefónica com o homólogo Emmanuel Macron.

No contacto, que aconteceu a meio da tarde, os dois Chefes de Estado trataram, também, de questões regionais e globais, principalmente as relacionadas com a segurança alimentar. Em concreto, foi abordada a iniciativa FARM-Food and Agriculture Resilience Mission, um programa que tem como principal objectivo prevenir e colmatar efeitos catastróficos para a segurança alimentar, resultante da situação global actual.

Os Presidentes João Lourenço e Emmanuel Macron falaram, igualmente, sobre os acordos financeiros firmados, ontem, pelos dois países no valor global de 200 milhões de euros, para financiar projectos na área da Agricultura.

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