Sociedade

Recomendada maior atenção aos testes de detecção do VIH

André da Costa

Jornalista

Os Serviços Penitenciários de Angola devem assegurar, a partir de agora, as condições necessárias para que não faltem testes do VIH e antiretrovirais aos reclusos, com vista a travar a expansão do vírus da Sida nas cadeias. Esta é uma das recomendações saídas, na quarta-feira, do I Workshop Internacional sobre Tratamento, Prevenção e Combate à doença.

13/05/2022  Última atualização 11H40
© Fotografia por: DR

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço Penitenciário, superintendente-chefe Menezes Cassoma, explicou que Angola tem estado a envidar esforços para o cumprimento das leis internacionais sobre a reclusão e a respeitar Sistema de Mandela, que orienta, entre outros pontos, um tratamento igual e sem discriminação aos presos.

O evento internacional, com duração de dois dias, realizado sob iniciativa daquele órgão do Ministério do Interior, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a População (PNUD), reuniu em Luanda representantes de Angola, Lesoto, África do Sul, Moçambique e Zâmbia.

Os participantes apresentaram as suas experiências no tratamento de reclusos acometidos com VIH/Sida nas cadeias dos respectivos países e discutiram novas estratégias de combate à dessiminação do vírus nas celas.

Sobre a troca de experiências, o director-adjunto do Serviço Penitenciário de Angola, comissário Cristóvão dos Anjos, considerou que as boas práticas de saúde em doentes com Sida nas cadeias vão contribuir para o aprimoramento da prevenção do VIH e doenças conexas no sistema penitênciario do país.

Cristóvão dos Anjos reconheceu que ainda existe um longo caminho a percorrer, dada às limitações relacionadas com o capital humano, meios financeiros e infraestruturas.

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