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Recenseamento eleitoral encerrado com polémica

O recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau terminou ontem no meio de uma polémica, com trocas de acusações entre as várias entidades en-volvidas no processo, e quando o Ministério Público ainda realiza uma investigação por alegadas irregularidades.

20/12/2018  Última atualização 09H42
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O processo de registo de eleitores guineenses para as eleições legislativas, que deveriam ter ocorrido a 18 de Novembro, teve início em Setembro, com um mês de atraso devido a dificuldades técnicas e financeiras.
Este mês, um grupo de partidos, entre os quais o Partido de Renovação Social, apresentou uma queixa ao Ministério Público por alegadas irregularidades, que estão a ser investigadas.
Segundo dados fornecidos pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), o recenseamento já atingiu mais de 90 por cento da previsão inicial dos mais de 800 mil eleitores previstos pelo Instituto Na-cional de Estatística. Num comunicado divulgado terça-feira à noite, o GTAPE sublinhou que, “não obstante as picardias entretanto registadas”, o recenseamento eleitoral está a decorrer “num ambiente de tranquilidade, com notável empenho dos membros das brigadas espalhadas por todo o território nacional e na diáspora.”  As eleições legislativas na Guiné-Bissau ainda não têm data marcada, mas devem realizar-se no primeiro trimestre de 2019.
A Polícia Judiciária deteve, terça-feira à noite, quatro líderes dos sindicatos Democrático dos Professores, Nacional dos Professores e  dos Técnicos de Saúde.
“As detenções estão relacionadas com suspeitas de aliciamento por terem recebido viaturas”, alegadamente pagas pelo Presidente da República, José Mário Vaz, explicou uma fonte policial.

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