Sociedade

Reaberta ponte sobre o rio Lui 33 anos depois

Venâncio Victor | Malanje

Jornalista

Uma nova ponte sobre o rio Lui, que liga a sede municipal de Cambundi-Catembo à Comuna de Kitapa (Malanje) e o Leste do país foi, 33 anos depois, reaberta sexta-feira última ao tráfego de viaturas ligeiras e pesadas.

25/10/2021  Última atualização 06H25
Durante muitos anos a circulação de pessoas e bens na região esteve comprometida © Fotografia por: DR
Inserida nas obras de terraplanagem de 100 quilómetros de estrada entre a sede municipal e a comuna de Kitapa, orçadas, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIIM), em 309 milhões de kwanzas, a ponte metálica, com capacidade de 30 toneladas, possui 15, 25 metros de cumprimento e quatro de largura. 


A antiga infra-estrutura foi destruída , em 1988, durante o conflito armado e, desde então a circulação de pessoas e bens era feita mediante uma ponte de madeira montada em 2011 pelas comunidades locais.  O governador de Malanje, Norberto dos Santos " Kwata Kanawa”, disse que a nova infra-estrutura  dá resposta às preocupações da população que há muito  clamava  pela reposição da  ponte,  que deve agora  servir de  modelo às outras comunas, como Moma, no município do Quela. 


"É um equipamento muito importante para as populações que podem circular, escoar e vender os seus produtos”, disse, o governador de Malanje, que apelou a população a cuidar da infra-estrutura. 


"Cambundi-Catembo está no  caminho pelo trabalho que esta ser feito para a melhoria das condições de vida das populações",  enfatizou.

  A par da ponte, Norberto dos Santos, procedeu, igualmente, à inauguração das obras da Administração Municipal de Cambundi-Catembo, financiadas com recursos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios, avaliados em 147 milhões de kwanzas.


As obras, iniciadas em Maio do ano passado, comportam gabinetes, secretaria-geral, arquivo, sala de espera e protocolar entre outras dependências.


Centro integrado

A sede municipal de Cambundi-  Catembo ganhou um Centro  de Acção Social Integrado (CASI) , que vai funcionar com 45 técnicos locais. 


Construído pelo Fundo de Apoio Social (FAS), em parceria com a própria Administração, no âmbito do Programa de Municipalização da Acção Social, o Centro vai prestar múltiplos serviços, com destaque para o registo civil e identificação. De acordo o responsável do FAS, em Malanje, Gomes Golombole, o objectivo é dar resposta a todos os problemas sociais das populações para evitar a vulnerabilidade nas comunidades locais. 


Por seu turno, a administradora municipal de Cambundi-Catemmbo, Fátima Paulo, realçou que os projectos  de impacto social, que entraram  em funcionamento, vão conferir outra imagem ao  município  e proporcionar  condições condignas aos funcionários  da Administração Municipal e utentes. Recordou que a Administração Municipal construiu o terceiro projecto a ser inaugurado à luz do PIIM, a par de duas escolas, uma de 12 salas de aula na sede municipal e  outra  de 7 na comuna de Dumba Cabango. 


Fátima Paulo enalteceu a aplicação da ponte metálica sobre o Rio Lui que, segundo disse, era muito solicitada pelas populações, que agora podem fazer a circulação em melhores condições de segurança. 


Enalteceu os esforços do Executivo por ter concebido o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios, uma visão estratégica do Presidente da República, João Lourenço, na implementação de projectos e programas de desenvolvimento que visam garantir bem-estar e qualidade de vida às populações.  
 
Soba satisfeito

O soba da aldeia de Cassungo, João Domingos, manifestou satisfação pelos esforços do Governo na reposição da ponte sobre o rio  Lui visto que os produtos eram transportados na cabeça.

A autoridade tradicional apelou ao Governo para a construção de uma escola e um posto de saúde na aldeia devido à distância de 50 quilómetros que as populações têm de percorrer até à sede municipal, em busca de assistência médica, por falta  de transporte para a evacuação de doentes graves.

A  falta de água potável e canalizada, disse, é  outro problema que afecta  os habitantes locais, que, por esta razão,  retiram  o liquido directamente  de cacimbas, o que tem causado doenças  diarreicas.


O Município de  Cambundi-Catembo que  integra  a  vasta  região do Songo, a par de Luquembo  Quirima, tem  uma superfície territorial de 15  mil quilómetros quadrados e mais de 40 mil habitantes, maioritariamente camponeses.

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