Economia

RDC abre Bacia do Congo à exploração de petróleo

A República Democrática do Congo (RDC) termina hoje um leilão iniciado ontem para a concessão de direitos de exploração de jazidas petrolíferas, parte das quais em zonas florestais vitais no combate ao aquecimento global, na floresta tropical da Bacia do Congo, num projecto polémico que as autoridades justificam por imperativos económicos.

29/07/2022  Última atualização 12H40
© Fotografia por: DR

A Rádio France 24 noticiou que a recepção de propostas se prolonga até ao dia de hoje, com o concurso a perseguir a atribuição de direitos de exploração sobre 27 blocos de petróleo e três blocos de gás natural.

O Governo da RDC espera, com as potenciais reservas inexploradas, poder obter capacidade para produzir até um milhão de barris de petróleo por dia, com o que o país poderia gerar  rendimentos petrolíferos de mais de 30 mil milhões de dólares por ano.

O potencial da área está estimado em 22 mil milhões de barris de petróleo bruto, distribuídos em três bacias sedimentares e 66 mil milhões de metros cúbicos de gás metano no Lago Kivu, o que leva a investimentos que estão a impulsionar a RDC entre os maiores produtores continentais de petróleo e gás.

Mas cientistas e Organizações Não Governamentais denunciam a iniciativa por colocar em risco um dos mais importantes sorvedouros de carbono do mundo: a floresta tropical da Bacia do Congo.

"Pedimos ao Presidente Felix Tshisekedi que cancele este projecto suicida para o nosso meio ambiente, porque esses leilões podem ter um impacto negativo no clima, biodiversidade e  comunidades locais”, afirmou Paciente Muamba, que trata da defesa das florestas tropicais para o Greenpeace África. Na terça-feira, entregou à Presidência do país uma petição assinada por mais de 100 mil pessoas que se opõem ao leilão.

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