Economia

Ramo de “Seguro Vida” deve ser mais explorado

Vânia Inácio

Jornalista

A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) aposta, para os próximos tempos, na promoção do mercado de seguro Vida, como forma de prevenir as consequências da morte e sobrevivência e como produto financeiro de longo prazo apto a financiar de forma estável o desenvolvimento económico da sociedade.

15/09/2021  Última atualização 09H10
© Fotografia por: DR
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da ARSEG, Elmer Serrão, que discursava, on-tem em Luanda, na abertura do Fórum Banca e Seguros, promovido pela Associação de Jornalistas Económicos (AJECO), o ramo vida representou apenas 2,0 por cento do total do volume de prémios arrecadados em 2020, contra 98 por cento do seguro não-vida, "daí a necessidade de apostar-se na inversão deste quadro,  promovendo melhor a importância dos produtos do ramo vida”.

Segundo Elmer Serrão, a estratégia do sector, para o ano de 2021, passam pela continuidade do processo de revisão do quadro legal do sector com destaque para as matérias de contrato de seguros, fundo de pensões, entre outros e a definição de novos capitais sociais mínimos para o exercício da actividade.

Fazem, igualmente, parte das estratégias do sector segurador a continuidade do trabalho de reestruturação interna da ARSEG e o reforço da capacidade de resposta da instituição, através de uma maior aposta no capital hu-mano e das tecnologias de suporte aos processos internos de capacitação.

O incremento da literacia financeira como principal vector para o aumento da cultura do seguro é também preocupação dos órgãos reguladores, pelo que de acordo com Elmer Serrão a aposta é  incentivar mais o conhecimento do publico em geral, sobre o sector.

Relativamente ao mercado de seguros temos actualmente um leque de operadoras que compreende 23 seguradoras, 1.230 mediadores de seguros e oito entidades gestoras de fundos de pensões.
No ano passado a Arseg arrecadou um volume de prémios avaliados em 233 mil milhões de kwanzas, quando as indemnizações pagas pelas seguradoras ascenderam 93 mil milhões de kwanzas, representando uma taxa de sinistralidade na ordem dos 40 por cento.

O Fórum, que decorreu sob o lema  Banca e seguros versus crescimento e pandemia: perspectivas, teve como principal foco a discussão aberta sobre o futuro e soluções da banca e do sector segurador, para dinamizar a economia nacional.

Foram, na ocasião, discutidos temas como "Os Mecanismos de Transmissão da Política Monetária no Contexto da Estabilização Macro-económica”, apresentado pelo economista Leão Peres, bem como o "Programa de Privatização da ENSA”, cujo prelector foi o presidente do Conselho de Administração, Carlos Duarte.

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