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Ramaphosa pede mudanças na ordem internacional

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu, sexta-feira, no discurso na cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) mudanças na ordem internacional, cujos “fracassos” foram “expostos pelo conflito na Ucrânia”.

26/06/2022  Última atualização 10H42
© Fotografia por: DR

"Todos nós partilhamos um desejo de maior representação e perspectivas progressivas nas instituições de governação global. Todos partilhamos uma história comum de luta contra o imperialismo, o colonialismo, a exploração e o subdesenvolvimento continuado”, disse Ramaphosa, citado pela Reuters.

Segundo o líder sul-africano, a pandemia da Covid-19 destacou as vulnerabilidades partilhadas do Sul global e das economias emergentes e o "conflito na Ucrânia expôs os fracassos da ordem internacional”. "Questões globais urgentes como a Covid-19, a pobreza, a desigualdade, as alterações climáticas e uma agenda de desenvolvimento sustentável mais ampla foram ensombradas pelo conflito”, argumentou.

"Temos de salvaguardar o princípio do multilateralismo. Precisamos de uma Organização das Nações Unidas que seja adequada ao objectivo e clara em beneficiar toda a humanidade, especialmente em tempos de insegurança e crise”, acrescentou.

A este respeito, Ramaphosa apelou à "promoção da paz e segurança internacionais” através do "diálogo inclusivo” e reiterou que o Conselho de Segurança da ONU deve ser reformado.

"É injusto que África, com uma população de 1,3 mil milhões de pessoas, não tenha uma representação permanente no Conselho de Segurança da ONU. Como países emergentes com os mesmos objectivos, precisamos de passar de uma visão comum de uma ordem internacional emergente para uma agenda comum de mudança”, sublinhou.

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