Perde-se na poeira do tempo a época gloriosa da cotonicultura angolana (cultivo de algodão). Os investimentos públicos feitos no sentido de revitalizar o sector “encalharam” no Sumbe, município sede da província do Cuanza-Sul, onde o Estado despendeu, em 2011, dezenas de milhões de dólares num projecto piloto, na expectativa de incluir o também chamado “ouro branco” na grelha de produtos geradores de divisas.
O Mercado da Mabunda, localizado no distrito urbano da Samba, é um dos maiores fornecedores de peixe fresco, senão mesmo o maior da capital do país. É o destino preferido de centenas de citadinos. Isso apesar de constrangimentos tais como a falta de higiene e a presença constante de larápios que, volta e meia, podem deixar o visitante aos prantos. Há ainda o desrespeito total às regras de distanciamento físico em tempo de Covid
Não poucas vezes a actual pandemia foi comparada a um cenário de guerra por vários líderes mundiais. E nem a rainha Isabel II foge à comparação. Em 1940, ainda princesa, lembra-se, dirigiu uma comunicação de rádio ao lado da sua irmã, a princesa Margaret, em plena Segunda Guerra Mundial, numa mensagem de esperança para todas as crianças deslocadas das suas famílias no campo, enquanto a cidade era bombardeada.
Hoje não há bombas a cair sobre o céu do Reino Unido e "embora já tenhamos enfrentado desafios antes, este é diferente". "Desta vez, juntamo-nos a todas as nações do mundo num esforço comum, usando os grandes avanços da ciência e a nossa compaixão instintiva para curar", disse, numa transmissão televisiva rara ao país, no domingo. No mesmo dia em que o Primeiro-Ministro britânico, infectado com Covid-19, foi hospitalizado para mais testes.
Surgiu vestida de verde e a mensagem foi, mais uma vez, de esperança. O Reino Unido é actualmente o oitavo país com mais infectados em todo o mundo e o quarto com mais mortes registadas - domingo totalizou 48.407 casos positivos e 4934 óbitos. Não alheia às estatísticas, a mensagem da monarca, preparada juntamente com o governo, pretendeu expressar confiança e solidariedade ao país, evocando o espírito de coesão nacional numa altura em que as autoridades exigem aos britânicos o respeito pelas regras de confinamento para evitar a propagação do vírus. "Juntos, estamos a enfrentar esta doença e quero garantir que, se permanecermos unidos e resolutos, vamos superá-la", disse.
Isabel II lembrou a dor de muitos ao estarem longe dos seus, tal como viu acontecer durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso, não deixou de recordar uma célebre canção, que serviu de hino em plena guerra: We'll Meet Again ("Voltaremos a encontrar-nos"), da britânica Vera Lynn. "Hoje, mais uma vez, muitos sentirão uma sensação dolorosa de separação dos seus entes queridos. Mas hoje, como naquela altura, sabemos, no fundo, que é a coisa certa a fazer", frisou. "Voltaremos a encontrar-nos."
Certa de que os britânicos "vencerão" a Covid-19, agradeceu também aos cidadãos "que ficam em casa e protegem, assim, os mais vulneráveis" do país. A rainha aproveitou para "agradecer a todos os que estão na linha de frente" dos serviços de saúde pública e "a todo o pessoal sanitário" em geral.
Além do tradicional discurso de Natal, esta foi a quinta vez, em 68 anos de reinado, que a monarca recorreu à televisão para se dirigir aos cidadãos do Reino Unido e dos 53 países membros independentes que integram a Commonwealth. Na primeira vez, decorria a Guerra no Iraque, em 1991. Nas duas vezes seguintes, estava de luto, nas vésperas do funeral da princesa Diana, em 1997, e depois da sua mãe, em 2002. A mais recente tinha sido em 2012, na celebração dos 60 anos de reinado.
De acordo com a BBC, a mensagem da rainha foi gravada antecipadamente por um operador de câmara apenas, vestido com equipamento de protecção, enquanto a restante equipa técnica permaneceu noutra sala.
Primeiro-Ministro internado
A mensagem da rainha surgiu apenas umas horas antes de ser noticiado o internamento do Primeiro-Ministro britânico, que já estava em quarentena há dez dias após testar positivo.Domingo deu entrada num hospital em Londres para exames médicos, devido a febres altas e sintomas persistentes de Covid-19. A notícia chegou um dia depois de a noiva do Primeiro-Ministro, Carrie Symonds, que está grávida, ter anunciado que também passou a sentir sintomas.
No dia 27 de Março, o líder dos Conservadores havia anunciado na sua conta de Twitter estar infectado com Covid-19. Apesar de as medidas preventivas terem sido reforçadas nos últimos dias, durante algum tempo a estratégia do Governo britânico para o combate à pandemia era pouco restritiva, confinando ao isolamento apenas os maiores grupos de risco. O plano rapidamente foi invertido e a mensagem de Boris Johnson também, com o governante a pedir a todos os cidadãos que fiquem em casa, depois de ter ordenado o encerramento de escolas e outros serviços públicos. Mesmo em isolamento por ter sido contagiado, insistiu nos apelos às pessoas para ficarem em casa e, numa entrevista à BBC, o ministro da Saúde, Matt Hancock, avisou que as medidas poderão ser reforçadas para evitar abusos.
Também o príncipe Carlos, filho da rainha e primeiro herdeiro na linha de sucessão, está resguardado depois de há duas semanas ter contraído o novo coronavírus.
* In Diário de Notícias. Título da Redacção.
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