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Rabat defende regresso das "mesas redondas" por causa do Saara Ocidental

Rabat defende o regresso das "mesas redondas" para alcançar uma "solução política" para o conflito do Saara Ocidental, formato rejeitado pela Argélia que apoia os separatistas da Frente Polisário, indicou hoje a diplomacia marroquina.

05/07/2022  Última atualização 23H22
© Fotografia por: DR

A informação foi adiantada após uma reunião com o enviado da ONU Staffan de Mistura.

Staffan de Mistura, que está de visita à capital marroquina desde sábado passado, conversou hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Nasser Bourita, e o embaixador marroquino na ONU, Omar Hilale, segundo um comunicado do ministério.

"A delegação marroquina lembrou as constantes da posição de Marrocos (...) para uma solução política, baseada exclusivamente na iniciativa de autonomia marroquina, no quadro da soberania nacional e da integridade territorial do reino", sublinhou o comunicado.

"Reiterou a dedicação de Marrocos ao processo político das mesas redondas" para se chegar a uma solução política "realista, pragmática, duradoura e baseada no compromisso", concluiu.

Em Nova Iorque, o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric falou de uma "reunião útil" entre Staffan de Mistura e Nasser Bourita.

"No contexto do processo político no Saara Ocidental, o enviado pessoal pretende realizar novas viagens à região com o objectivo de avançar neste processo", acrescentou.

A questão do Saara Ocidental, uma antiga colónia espanhola considerada um "território não autónomo" pela ONU, há décadas apõe Marrocos aos separatistas sarauís da Frente Polisário, apoiado por Argel.

Rabat, que controla quase 80% deste território, propõe um plano de autonomia sob a sua soberania. A Frente Polisário está a pedir um referendo de autodeterminação sob a égide da ONU, planeado quando um cessar-fogo foi acordado em 1991, mas nunca se concretizou.

As mesas redondas, organizadas em Genebra (Suíça) em 2019, na sequência de uma resolução da ONU, deveriam Marrocos, Frente Polisário, Argélia e Mauritânia, mas Argel já rejeitou este formato quadripartido "contraproducente" e quer negociações bilaterais entre os separatistas e os marroquinos.

 

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