Economia

Quiminha trava primeiras exportações para Europa

O Projecto Agrícola Integrado e Regional da Quiminha, de Icolo e Bengo, suspendeu um plano que previa a exportação de banana e batata-doce para Europa, a partir deste ano, devido a questões ligadas ao alastramento da pandemia da Covid-19 e a que a certificação dos produtos não pôde ser realizada.

09/05/2020  Última atualização 20H17
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A informação foi sexta-feira avançada à Angop pelo director-geral adjunto do Projecto Quiminha, Pedro Silveira, revelando que, numa primeira fase, previa-se a exportação de oito mil toneladas de batata e banana por ano, com as primeiras remessas a ocorrer por via aérea.
Pedro Silveira explicou que o arranque do processo de exportação deveria começar este ano, tão logo o expediente burocrático estivesse alinhavado, mas a nova realidade obrigou a adiar, não havendo uma data prevista para o reatamento.
A empresa criou quase todas as condições necessárias para a materialização do projecto e, tão logo se verifique alguma estabilidade, dá início às exportações da banana e da batata. A fonte declarou que o Projecto atingiu, no decurso deste ano, uma capacidade de produção de 24 milhões ovos por ano, representado quase o dobro da produção média de 2018 e 2019, de 12 milhões de unidades por ano.
Pedro Silveira indicou que a Quiminha tem duas unidades de cria e recria de aves, uma com capacidade instalada para 30 mil bicos e outra com 90 mil galinhas que podem produzir até 25 milhões de ovos por ano. Considerado o maior projecto agrícola de Angola, o Pólo Agrícola da Quiminha é alimentado pelo maior centro de bombagem de água do país, que recorre ao rio Bengo para debitar nove mil metros cúbicos por hora.
Criado em 2012 pelo Governo, o projecto integra um centro logístico que garante a conservação e o processo de escoamento de toda a produção, incluindo dos pequenos produtores.

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