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Quénia defende criação “urgente” de uma economia dos oceanos

O Presidente do Quénia, Uhuru Kennyatta, apelou, nesta segunda-feira, à construção “urgente” de uma economia baseada nos oceanos, defendendo que, se forem mais bem geridos, poderão produzir seis vezes mais alimentos e 40 vezes mais energia renovável.

27/06/2022  Última atualização 11H10
Presidente do Quénia, Uhuru Kennyatta © Fotografia por: KINDALA MANUEL | EDIÇÕES NOVEMBRO

Ao intervir na abertura da Conferência dos Oceanos, organizada em conjunto por Portugal e pelo Quénia e que hoje arrancou em Lisboa, Uhuru Kennyatta diz ser urgentemente construir uma economia baseada nos oceanos, onde a protecção eficaz, a produção sustentável e a prosperidade equitativa vão de mãos dadas, para quem "estas acções devem ser tomadas colectivamente porque o oceano é um bem comum global”. 

No seu discurso, após ser eleito, juntamente com o homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, Kenyatta defendeu que, se o oceano for gerido de forma mais sustentável, pode "produzir até seis vezes mais comida, gerar 40 vezes mais energia renovável do que actualmente, e ajudar a tirar da pobreza milhões de pessoas em todo o mundo".

"No oceano, portanto, reside um grande risco, bem como uma grande oportunidade. O peso da escolha está em cada um de nós”, proferiu.

O Presidente do Quénia sublinhou ainda que o objectivo de desenvolvimento sustentável (ODS) 14, que prevê a conservação e uso sustentável dos oceanos, é o mais subfinanciado dos 17 ODS.

"O oceano é o recurso mais subestimado do nosso planeta. A maioria de nós não compreende quão central é o oceano para a existência humana”, lamentou Uhuru Kennyatta

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