Economia

Quatro fazendas são privatizadas em Julho

O Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGAPE) anunciou ontem, em conferência de imprensa, um concurso público aberto aos investidores nacionais e estrangeiros de reconhecida capacidade técnica e financeira, para a privatização, em Julho, das Fazendas do Longa e agro-Industrial do Cuimba, bem como dos Projectos de Desenvolvimento Agrícola de Camaiangala e Sanza Pombo, localizados nas províncias do Cuando Cubango, Zaire, Moxico e Uíge, respectivamente.

20/06/2019  Última atualização 10H57
Francisco Bernardo| Edições Novembro © Fotografia por: Aviário do Projecto de Desenvolvimento Agrícola de Camaiangala já produziu em quantidade

A esses quatros empreendimentos devem juntar-se outros 17, envolvendo matadouros industriais e modulares, fábricas de concentrado de tomate e entrepostos de frio em diferentes regiões do país.

O IGAPE apontou, na conferência de imprensa, os matadouros industriais de Camabatela, Porto Amboim e modulares de Luanda e de Malanje, as fábricas de concentrado de tomate de Caxito, Dombe Grande (onde também é privatizado um entreposto frigorífico) e Namibe, bem como complexos de silos nas regiões agrícolas de Caconda, Caála, Catabola, Catete e Ganda.
As empresas a serem licitadas tiveram uma avaliação independente, segundo foi revelado na conferência de imprensa. A Fazenda Cuimba tem um preço de referência de 35 milhões de dólares, a do Longa 29 milhões, Ca-maiangala 24 milhões e Sanza Pombo 23 milhões. Preços de referência que estarão próximos da avaliação feita, como explicou a chefe de Departamento de Privatizações do IGAPE, Ana Paulo.
Juntas, essas unidades totalizam 43 284 hectares, 18 384,8 dos quais de área produtiva, 1 200 irrigados, e 52 infra-estruturas, ao que se somam 152 quilómetros de estradas.
O administrador do IGAPE Gilberto Luther destacou o interesse de vários investidores nacionais e estrangeiros nos projectos colocados à licitação e disse esperar que essas “manifestações de interesse” correspondam ou superem os preços de referência das unidades submetidas a concurso.
“O Estado foi recebendo manifestações de interesse de várias entidades, procurando conhecer estes activos, pelo que podemos assegurar que têm uma grande atractividade”, disse.

Estado das fazendas
O engenheiro Carlos Paim, do Ministério da Agricultura e Florestas, explicou que todas as unidades já estiveram em funcionamento, estando paralisadas, mas em condições de reiniciar a sua actividade enquanto decorre o processo de licitação. “Aquelas que já funcionavam, como as do Longa, Sanza Pombo e Camaiangala, já colocaram no mercado alguma produção”, referiu.
O indicador de que as unidades a privatizar são viáveis, Carlos Paim referiu que, na campanha agrícola 2014/2015, a Fazenda Agro-Industrial do Longa produziu cerca de quatro mil toneladas de arroz comercial, a de Camaiangala três mil toneladas de milho, Cuimba cerca de 2 500 toneladas de milho em fase experimental, acrescentando que no conjunto garantiam cerca de 800 postos de trabalho directos nos mais variados escalões.
Adiantou que todas as unidades estão preparadas do ponto de vista técnico e em infra-estruturas para que entrem“imediatamente”em produção, necessitando apenas da injecção de algum capital do investidor para a manutenção dos equipamentos.
Carlos Paim destacou, sobretudo, a Fazenda Cuimba, que absorveu um investimento entre 80 e 82 milhões de dólares e que está totalmente equipada com tractores de baixa e alta cavalagem e outros meios essenciais para produzir.
Ressalvou, contudo, que, provavelmente, essa unidade não terá, hoje, o mesmo valor devido à conjuntura em que foi feito o investimento.

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