Economia

Quarenta navios trazem produtos para Angola

Os portos comerciais do país registaram a entrada de 40 navios, contendo 109.170 toneladas de mercadoria diversa, no período compreendido entre 8 e 14 de Abril. Do volume, constam a chegada de 98.853 toneladas de cargas a granel, por via dos portos de Luanda, Lobito e Namibe.

24/04/2020  Última atualização 12H06
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Nestes três recintos portuários, com excepção a do Porto do Namibe, atracaram navios carregados com 7.361 toneladas equivalentes a 368 contentores.
Os dados fornecidos pelo Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), órgão adstrito ao Ministério dos Transportes, indicam que, na data em referência, transportou-se 335 viaturas ligeiras no Porto de Luanda, num total de 1.080 toneladas de equipamentos pesados.
O IMPA deu a conhecer ainda que 704 toneladas de bens diversos foram movimentadas nos Portos de Luanda, Lobito e Soyo.
Em termos de outras mercadorias, desembarcaram pelos Portos de Luanda e do Lobito, 39 navios carregados de bens alimentares, essencialmente, da cesta básica. A importação de alimentos tornou-se prioritária nessa fase do estado de emergência, tendo o Estado já gasto cerca de 451 milhões de dólares, de Janeiro a Março, na importação de produtos da cesta básica.
O processo feito via on-line assinalou, actualmente, 120 pedidos de importação por hora, totalizando 2.800 pedidos, cerca de 20 mil por semana.
Na operação de movimentação de cargas, informa o IMPA, estiveram envolvidos 844 trabalhadores, sendo 432 que realizaram trabalhos de estiva, 142 que cuidaram do transporte de cargas, 123 que conduziram os camiões de carga portuária e 147 trabalhadores de higienização. Fora da situação da expansão do surto de Covid-19, o subsector marítimo e portuário foi um mais afectado pela crise económica e financeira com a redução drástica do movimento de mercadorias provenientes do exterior.

Importação
A China continua a ser o principal parceiro de exportação para Angola. Portugal surge em segundo lugar, depois seguem Coreia do Sul, Brasil, África do Sul, Bélgica, Estados Unidos de América, Grécia, França e Espanha. Dados apurados indicam que 70 por cento do mercado angolano são controlados por três operadores, nomeadamente, a Maersk Line Angola e Safmarine, Delmas/CMA CGM e Nile Dutch.
Em 2019, o Porto de Luanda movimentou, essencialmente, materiais de construção, de bens alimentares e de cesta básica, mais de 6 milhões 700 mil toneladas, 9 por cento a menos do que em 2018 em que foram assinalados de mais de 7 milhões de toneladas.

Transportação e gestão portuária

A média de navegação no Porto de Luanda é de 112 navios de longo curso, 15 navios de cabotagem e 874 de apoio à actividade petrolífera. Nos últimos cinco anos, a média diária de navios que atracam no porto tem rondado em 42, o que perfaz uma média de 511 navios/ano, provenientes principalmente da Ásia e Europa.
Já o Porto do Lobito movimenta, em média, 510,7 mil toneladas. A crise levou a unidade portuária a operar apenas 40% da sua capacidade, com os últimos anos marcados pelo movimento irregular de mercadorias. O Porto do Lobito tem três terminais, nomeadamente o de contentores, que possui uma capacidade de 12 mil unidades de contentores de 20 pés (TEUS) por ano, o minério, com capacidade operacional de 3,6 milhões de toneladas por ano, e o Porto Seco, um terminal de segunda linha que possui a capacidade estática de oito milhões de TEUS/ano.
O Porto de Luanda continua a ser a principal porta de entrada no país, a seguir vem o Porto do Lobito. Os dois agora são geridos por novos conselhos de administração, cuja nomeação foi tornada pública, na passada sexta-feira, por via de um Decreto Presidencial. Nessa base, Alberto Bengue, preside o Conselho de Administração do Porto de Luanda e tem como administradores Executivos Willy Lucti Maio Guimarães, Horácio José de Macedo Feijó, Miguel Marcos Vidal Pipa e Aníbal António Vuma.
No caso do CA do Porto do Lobito, foram nomeados Celso Rodrigues de Lemos Rosas (presidente), Romão Matoso Pedro de Andrade, administrador executivo, e Janeth Sofia Alberto dos Santos Matana, administradora Executiva, além de Joaquim José Cristiano Sobrinho, administrador executivo e José António de Freitas Neto, administrador não executivo.

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