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Quadros da ADRA reforçam competências na área de Desenvolvimento Comunitário

Hermínio Fontes | Benguela

Jornalista

Quarenta quadros da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), oriundos das províncias de Luanda, Huambo e Malanje, participaram, de 7 a 11 último, em Benguela, na XXII formação em Desenvolvimento Comunitário (DC) para reforço de competências.

13/06/2021  Última atualização 10H28
© Fotografia por: DR
A agenda da formação enquadrou o balanço das recomendações do módulo anterior; impactos e desafios na intervenção da ADRA, partilha de experiências do estudo do método de desenvolvimento comunitário e aprofundamento do estudo do método de desenvolvimento comunitário, com apresentação de evidências da aplicação do método GALS no trabalho com as comunidades.

Conhecimentos relativos à apresentação de subsídios teórico-metodológicos, Plano Estratégico 2018-2022, assente na segurança alimentar e nutricional, ambiente e mitigação dos efeitos das alterações climáticas e apresentação de aspectos teóricos sobre segurança alimentar e nutricional foram transmitidos na acção formativa.

Promovida pela Direcção Geral da ADRA, a formação, que durou cinco dias, dotou os participantes em matérias ligadas ao desenvolvimento comunitário, com vista a melhorar a qualidade de educação e ensino, apesar de se levantarem inúmeras questões sobre os critérios de acesso a estas escolas.

"Esta formação permitiu aos técnicos aprimorarem conhecimentos nos domínios da segurança alimentar e nutricional da  metodologia das escolas no campo do agricultor e da abordagem do género. É uma formação que procurou despertar os quadros para a importância de se colocar no centro as mulheres, perspectivando trabalhar na medida de igualdade e equidade que significa contribuir para o desenvolvimento do país”, defendeu o director-geral da ADRA, Carlos Cambuta.


O responsável reforçou a contínua aplicação prática da Lei de Terras, para se evitar o êxodo rural, e disse que ficou recomendada a interacção com as instituições competentes do Estado no que diz respeito ao apoio às famílias em situações de pobreza e de vulnerabilidade.

"Pretendemos contribuir no esforço do Executivo angolano no que diz respeito aos direitos económicos, sociais e culturais e também aos direitos civis e políticos. Continuaremos a identificar projectos juntos das áreas abrangidas pela intervenção, no sentido de podermos alcançar este propósito”.


Formandos

A directora da ADRA- Antena Malanje, Mariana Moite, disse que, dos 14 municípios daquela província, apenas seis estão contemplados pela acção da Organização, beneficiando directamente 2.534 famílias do meio rural.

Disse que, nesta formação, vai defender a abordagem da mitigação do impacto do meio-ambiente. "Vamos mais do que olhar o trabalho que a ADRA faz em relação a essa componente, vamos também procurar e ver como poderemos apoiar as dificuldades que as comunidades vivem”, reforçou Mariana Moite.

Gerson da Costa Jerónimo, coordenador da ADRA em Kiwaba- Nzoji (Malanje), disse que, no município onde trabalha, a ADRA apoia perto de 500 famílias integradas em associações e cooperativas agrícolas.

" Em alguns destes grupos, encontram-se famílias de ex-militares.  Daí que, nos espaços de concertação, também tem sido nossa luta e abordamos, com as administrações municipais, enquanto implementadoras dos programas públicos locais, ser necessário abranger um pouco mais o grupo alvo nos programas que são implementados”, esclareceu Gerson Gerônimo.

O coordenador da ADRA em Kiwaba - Nzoji  refere que hoje, o Programa Integrado de Combate à Pobreza contempla pelo menos 70 por cento das famílias dos ex-militares. Olhando para o grupo alvo da ADRA e a realidade dos municípios, julgamos que a menor parte está ligada a essas famílias. É verdade que são uma prioridade, mas temos que olhar para os grupos vulneráveis, os agricultores locais”, explicou.

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