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PS perde Câmara de Lisboa mas recebe mais votos

O Partido Socialista (PS), liderado por António Costa, foi a força política mais votada nas eleições autárquicas de domingo em Portugal, conquistando 1,7 milhões de votos, 34,4 por cento do total, mas ficando aquém dos 38 por cento das autárquicas de 2017, e perdendo as duas maiores câmaras municipais do país, nomeadamente, Lisboa e Porto.

28/09/2021  Última atualização 05H05
António Costa disse que ficou satisfeito com os resultados gerais, apesar da derrota em Lisboa © Fotografia por: DR
A principal surpresa de domingo acabou por ser a derrota do PS em Lisboa. Na capital, o socialista Fernando Medina, que todas as sondagens apontavam como favorito para a reconquista da presidência lisboeta, perdeu para o social-democrata Carlos Moedas, que só confirmou a vitória já durante a madrugada.

Em Lisboa a coligação liderada por Carlos Moedas e pelo PSD obteve 34,25 por cento dos votos, contra os 33,3 por cento do PS e de Medina. Ambas as forças elegeram sete vereadores cada, mas a presidência da autarquia lisboeta passa agora para as mãos de Moedas, ex-comissário europeu e antigo secretário de Estado no Governo de Passos Coelho (2011-2015).

Na segunda maior Câmara Municipal do país, o Porto, o PS também perdeu, embora com menor surpresa, para o actual presidente Rui Moreira, que voltou a candidatar-se como independente, conquistando 40,7 por cento do eleitorado, mais do que o PS e o PSD somados (os socialistas tiveram 18 por cento e os sociais-democratas 17,25 por cento).

Apesar destas derrotas, o PS acabou por ter algumas vitórias, sobretudo no Sul do país, reforçando a votação na Câmara de Almada, que há quatro anos já tinha conquistado ao Partido Comunista Português (PCP) por uma curta margem, e ga-nhando outras autarquias que estavam nas mãos comunistas, como Loures.

A nível nacional, o Partido Comunista conservou o estatuto de terceira força autárquica, apesar de uma quebra de 9,4, 7 por cento para 8,22 por cento.

Já o Chega, que há quatro anos ainda não tinha sido criado, conquistou a quarta posição, com 4,17 por cento dos votos (um resultado aquém do que o fundador do partido, André Ventura, esperava e do que ele próprio conquistou no início deste ano na sua candidatura às eleições presidenciais, nas quais obteve 11,9 por cento dos votos).

O Bloco de Esquerda viu o seu suporte autárquico recuar de 3,3 por cento em 2017 para 2,76 por cento agora, ao passo que o CDS caiu de 2,54 por cento para 1,46 por cento (não incluindo as candidaturas conjuntas com outros partidos, incluindo
o PSD).


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